sábado, 5 de janeiro de 2019


As visões de Tesla
Paiva Netto

O grande gênio da Ciência Nikola Tesla (1856-1943) — que inventou e descreveu o sistema de corrente alternada, a bobina de Tesla, motor de indução elétrica, aeronaves sem asa e comunicações interplanetárias — foi testemunha de diferentes fatos que corroboram a existência do Mundo Invisível.
Julie Byron, em seu livro Impressionantes experiências mediúnicas de pessoas famosas, descreve-o como um homem incomum, excêntrico, visionário e místico. A autora interrompe sua narrativa a respeito da curiosa personalidade do prestigiado inventor com uma pergunta, no mínimo, instigante: “Terá sido Tesla um sensitivo?” Ela própria, rompendo a expectativa, prossegue: “Na verdade, a última pessoa a admitir esta sugestão seria o próprio Tesla que, até o dia de sua morte, manteve a opinião de que a raça humana era nada mais do que ‘máquinas de carne’. No entanto, apesar da visão antagônica em relação aos fenômenos paranormais, Tesla foi abordado, repetidas vezes, durante toda a vida, pelo desconhecido”.
Embora talvez receoso, segundo o biógrafo dele, John J. O’Neill (1889-1953), em aceitar suas experiências como psíquicas, em virtude do temor de ser associado ao Espiritualismo ou a qualquer corrente que considerasse haver algo mais na formação da vida do que apenas energia e matéria, cedeu à força dos fenômenos ocorridos com ele próprio desde a infância. Conta-nos Julie que, funcionando semelhantemente a um receptor mediúnico, Tesla vivenciou muitos episódios extrassensoriais: Na noite em que sua mãe morreu, do outro lado do mundo, Tesla viu o seguinte quadro: ‘uma nuvem carregando figuras angelicais de maravilhosa beleza, das quais uma delas olhou fixamente para mim, amorosamente, enquanto assumia as feições de minha mãe. A aparição flutuou, vagarosamente, através de meu quarto e em seguida desapareceu. Fui acordado por uma canção indescritivelmente doce, cantada por muitas vozes. Naquele instante, uma certeza que nenhuma palavra pode exprimir abateu-se sobre mim: minha mãe tinha acabado de morrer’”.
Certa ocasião, relata Julie, Tesla sentiu-se impelido a mandar um telegrama de Nova York afirmando que teve uma visão de que Angeline, sua irmã, estava aparecendo e desaparecendo. Ele suspeitava que ela não estivesse bem, sem, contudo, ter motivos para tal. Porém, sua intuição estava correta. A irmã dele estivera à beira da morte.
Como vimos, o renomado cientista, reconhecendo ou não, possuía forte mediunidade, intrínseca a todos nós, consoante lhes tenho explicado. E, por isso mesmo, precisamos, conforme escrevi em “A abrangente missão do Templo da Boa Vontade”, ser evangelizados e apocaliptizados.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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ServiçoOs mortos não morrem! (Paiva Netto), 528 páginas. À venda nas principais livrarias ou pelo site www.clubeculturadepaz.com.br

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019


A morte da “morte”
Paiva Netto

O Apocalipse de Jesus, Livro da Revelação, repleto dos marcantes simbolismos, narrados por João Evangelista, o sensitivo de Patmos, surpreende-nos com um evento inesperado. No versículo 14 do capítulo 20, vemos o inacreditável acontecer: a morte da “morte”: “Então, a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. E esta é a segunda morte, o lago de fogo”.
Não é o desaparecimento dela como desejam alguns, até bem-intencionados, que pensam eternizar a vida material na conservação do corpo perecível, congelado, como ambiciona a criônica*1, mas a morte da “morte”, “o último inimigo a ser vencido”, na visão inspirada do Apóstolo dos Gentios (Primeira Epístola de Paulo aos Coríntios, 15:26). Quanto mais espiritualmente nos esclarecemos, mais a derrotamos.
Morrerá a “morte” que sustentava o reino infeliz da ignorância espiritual em toda a Terra.
Agora, os seres humanos começam a saber por que vivem, morrem, reencarnam e que os mortos não morrem! Daí a Revolução Mundial dos Espíritos de Luz*2 em marcha, anunciada, em 1953, por Alziro Zarur (1914-1979). E tenho afirmado que não é possível concretizá-la escondendo-se os Espíritos. Eis o objetivo de colocar à disposição deles os potentes microfones da Super Rede Boa Vontade de Rádio e da Boa Vontade TV; os espaços nas nossas publicações e nos nossos portais na internet; enfim, para sempre trazerem os seus fraterníssimos recados.
Quanto ao “lago de fogo”, citado no versículo 14 do capítulo 20 do Apocalipse, trata-se do remorso, porque este, sim, é uma morte dorida para a consciência culpada.

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*1 Criônica — É o processo de preservação em baixas temperaturas de seres humanos e animais. A ambição da técnica é a conservação do corpo físico até que surja a cura de determinada enfermidade que o fez perecer. Então, conforme seus defensores, por não perder as suas propriedades físicas, o corpo seria, pela elevação da temperatura, “ressuscitado”, curado e retornaria à vida comum. Controversas, as tecnologias de reanimação futura assumidas pela criônica ainda são hipotéticas e não muito conhecidas ou reconhecidas. Os Estados Unidos possuem em suas leis regulamentação do congelamento de humanos. Apenas podem ser criopreservados os corpos que legalmente são atestados mortos. Do contrário, se incorreria em assassinato ou suicídio.
*2 Revolução Mundial dos Espíritos de Luz, na Quarta Revelação — Anunciada em 1953, por Alziro Zarur (1914-1979), abrange um amplo movimento de caráter ecumênico total, que promove o intercâmbio consciente entre as duas Humanidades: a da Terra e a do Céu da Terra. A iniciativa ganhou corpo a partir da década de 1990, quando o escritor Paiva Netto, acrescentando ao título a expressão “de Luz”, deu maior desenvoltura às reuniões práticas do Centro Espiritual Universalista (CEU), criando, em 6 de janeiro de 1992, o primeiro grupo efetivo de mediunidade direta da Religião do Amor Universal. Sob o comando do presidente-pregador da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, o dr. Bezerra de Menezes coordena, no Mundo Espiritual, esse vanguardeiro trabalho. Em 3 de abril de 1993, esse bondoso clínico do Céu assim se expressou: “A equipe médica da Medicina Divina está olhando a todos, não somente aqueles que estão dentro dos recintos das Igrejas Ecumênicas da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, mas também a todos aqueles que não puderam se deslocar, por dificuldades físicas, dificuldades orgânicas, materiais. Estamos com 50 mil médicos do Etéreo trabalhando, a todo vapor, para a libertação dos males físicos e espirituais do Brasil e do mundo”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
                                                                                paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Legião da Boa Vontade e a Ideologia do Bom Samaritano – Uma bela e comovente lição do Cristo

Paiva Netto

Falando a uma simpática plateia, no ano de 1991, em Portugal, revelei-lhe que, ainda na minha meninice, a primeira notícia pela qual tive conhecimento da Bíblia Sagrada, em particular a Boa Nova de Jesus, veio por intermédio de meu saudoso pai, Bruno Simões de Paiva (1911-2000). Ele me falou sobre uma comovente história contada ao povo pelo Cristo de Deus: a Parábola do Bom Samaritano. E a leu para mim. A passagem se encontra no Evangelho, segundo Lucas, 10:30 a 37:

“Descia um homem de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de salteadores, os quais o despojaram e, espancando-o, retiraram-se, deixando-o semimorto. Descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo. E de igual modo um levita chegando àquele lugar, e, avistando o pobre homem, passou também de largo. Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, fitando-o, tomou-se de infinita compaixão; e, aproximando-se, atou-lhe as feridas, aplicando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre um animal de sua propriedade, levou-o para uma estalagem e cuidou dele. No outro dia, partindo, tirou dois denários [antiga moeda romana], deu-os ao dono da hospedaria e lhe disse: Cuida bem deste ferido, e tudo o que de mais gastares, eu te pagarei quando aqui voltar. Qual, pois, destes três — perguntou Jesus ao homem da lei — te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores? Ao que o doutor da lei lhe respondeu: Claramente o que usou de misericórdia para com ele. Disse-lhe, então, calmamente Jesus: ‘Vai, pois, e faze da mesma forma’”.

Ao reler a Parábola, medito, profundamente tocado em minha Alma, sobre mais esta bela lição do Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, Aquele que se dispõe a socorrer a qualquer necessitado em suas agruras, e que me despertou para o valor da Solidariedade, e me fez disposto, de todo o coração, ainda adolescente, a participar dessa divina empreitada (Legião da Boa Vontade) sem jamais dela desertar. Afinal, aprendemos com Jesus a persistir até o fim: “Na vossa perseverança, salvareis as vossas almas” (Evangelho de Jesus, segundo Lucas, 21:19).
Aliás, para os de Boa Vontade, ser obstinado nos Sagrados Preceitos do Senhor significa desenvolver-se além do chamado fim humano, porque a vida continua, pois os mortos não morrem! Nem os Irmãos ateus — entre os quais se encontram criaturas de esmerada generosidade — falecem, como descobrirão, pasmados, ao atravessar a fronteira entre as esferas material e espiritual.

Agradecimento
Meus sinceros agradecimentos a todos os que têm colaborado pelo sucesso da LBV: os seus voluntários e contribuintes. Nosso muito obrigado, também, às autoridades, aos religiosos, aos ateus, aos artistas, à mídia. Enfim, a todas as criaturas de Boa Vontade que nos ajudam. Aos mantenedores do Clube Cultura de Paz, meu incentivo.

Ecumenismo
Hoje, quando comemoramos os 69 anos de fundação da Legião da Boa Vontade (LBV), vale a pena recordar um fraterno e-mail que recebi do dr. Cícero Antônio de Araújo, de Brasília, no qual aborda o texto que escrevi dedicado ao sexagésimo aniversário da Legião da Boa Vontade: “Li com emoção o brilhante artigo alusivo aos 60 anos da LBV. Ao final, alentado meu espírito de verdades cristãs, concluí: benfazejos os ventos que espargiram a LBV pelo Brasil; alvissareiros os ventos que a tangerão no Ecumenismo Cristão pelo mundo afora, conduzida com segurança pelas mãos de Espíritos evoluídos na luz. Meus cumprimentos fraternais”.
Dr. Cícero, são pessoas como o nobre amigo que fazem da LBV esse campo neutro em que todos podem confraternizar.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.