quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

 

A Fé que impulsiona os desbravadores do mundo

 

Paiva Netto

 

Tudo é originário do Espírito. O corpo é a nossa vestimenta provisória. Hoje, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já trabalha a importância da saúde espiritual. Há muitas pesquisas sérias que indicam como a Espiritualidade influencia o bem-estar de um indivíduo. E a ferramenta competente a ser movida para alcançarmos a tranquilidade de Alma é, num orbe tão carente, a prece acompanhada da efetiva ação de Solidariedade (que sempre deveria nortear o serviço dos governos), sem o que o exercício da oração — nascida da sintonia com Deus (ou, para os que não têm crença religiosa, da vivência dos mais elevados sentimentos) — somente poderia, em certos casos, transformar-se em mais uma execrável personificação de egoísmo. Para melhor entendimento da Fé espiritual e socialmente ativa, cunhei a expressão Fé Realizante: aquela que nos une aos Poderes Superiores, pacifica a nossa Alma e nos motiva a realizar o Bem na sociedade. A Fé Realizante é, portanto, a que impulsiona os desbravadores do progresso no mundo, impedindo a estagnação das comunidades. O seu dever é criar e agir num ambiente sem intolerância, que vem sendo, pelos séculos, um dos maiores tormentos da humanidade.

Os que se desvirtuam no caminho não servem de referência. Uma pequena explicação faz-se necessária. Existem pessoas especiais pela força da sua crença no Poder Celeste que, com o simples fato de orar, movem as Forças Divinas, alcançando verdadeiros milagres que solucionam problemas insolúveis à providência humana e curam enfermidades, de forma a deixar perplexas respeitáveis cientistas. Exemplos desses notáveis místicos: Padre Pio (1887-1968) e Dom Bosco (1815-1888), na Itália; Edgard Cayce (1877-1945), nos Estados Unidos; Djuna, na Rússia; Chico Xavier (1910-2002) e Padre Antônio Ribeiro Pinto (1879-1963), no Brasil; Theresa Neumann (1898-1962), na Alemanha; Santa Teresinha do Menino Jesus (1873-1897), na França; Lúcia, Jacinta e Francisco, de Fátima, Portugal.

 

Como curar o corpo

Então, percorramos o sentido contrário da estrada que leva o homem à doença. Vivamos em ligação com o Pai Celestial. Não descaiamos nas armadilhas que enfermam o nosso organismo. E aí tornar-se-á patente, mesmo ao mais cético dos homens, ou das mulheres, que o respeito às coisas espirituais compõe forte elemento para toda a cura. Como já disse, os remédios são mais eficientes onde vige o Amor.

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

                                                                               paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

 

A crença nos Espíritos como “Vantagem Adaptativa”

Paiva Netto

 

Entender o que ocorre quando se deixa o plano físico, crer na eternidade da vida, comunicar-se com os ancestrais em Espírito, entre outras questões, acompanham os grupos humanos desde o princípio das eras. Estudiosos têm buscado compreender como essas crenças se manifestam psicológica e socialmente. Para muitos deles, a exemplo do antropólogo franco-americano Pascal Boyer, a crença em seres sobrenaturais é universal às religiões e é considerada pelos pesquisadores uma “vantagem adaptativa”.

O igualmente antropólogo norte-americano Michael Winkelman, em entrevista também ao programa Conexão Jesus — O Ecumenismo Divino, da Super Rede Boa Vontade de Comunicação (rádio, TV, internet e publicações), afirmou:

 

— Por que é tão natural que a gente acredite nos Espíritos? (...) Nossos princípios biológicos nos levam a ter esse tipo de crença, por isso é natural para o ser humano acreditar nos Espíritos, pois temos evoluído certas capacidades mentais que nos conduzem a esse tipo de crença. (...) O mundo dos Espíritos tem um papel muito importante na evolução das pessoas e da sociedade. A ideia dos Espíritos nos dá uma referência a ser incorporada para melhorar nosso próprio comportamento. Ela igualmente nos oferece uma possibilidade de uma sociedade maior, mais bem integrada e com melhor funcionamento.

 

A influência do Mundo Espiritual sobre o mundo da matéria, da qual trata o dr. Winkelman, é corroborada por vários pesquisadores. O debate ainda se amplia em relação à hipótese de estarmos programados para crer em Espíritos e exteriorizar nossa Religiosidade. Podemos mesmo dizer que esse sentido espiritual favoreceu nossa sobrevivência. Afinal, estamos nós, Homo sapiens sapiens, aqui para contar a história e não outro tipo de hominídeo.

 

Imaginem os benefícios que herdamos, como coletivo social, do indispensável cuidado da Espiritualidade Superior para conosco?! Quantos nobres e elevados valores podemos desenvolver por inspiração consciente ou inconsciente, vinda do coração generoso de abnegadas Irmãs e devotados Irmãos que, do Outro Lado da Vida, derramam sobre nós o amparo celestial? Citemos o perdão para ilustrar isso. A sociedade entraria em colapso sem esse divino postulado. E ele está na base das tradições de fé em todo o mundo, porquanto é ensinamento cuja origem vem do mais alto. Não foi sem propósito que Jesus, o Supremo Ligador do Céu à Terra, tanto difundiu esse princípio de transcendente teor espiritual:

 

Quantas vezes se deve perdoar a um irmão

21 Então, Pedro, aproximando-se do Cristo, Lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete?

22 Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete; mas até setenta vezes sete (Evangelho, segundo Mateus, 18:21 e 22).

 

Educar nossas capacidades sensitivas, sob os auspícios do Amor Divino, para estabelecer a perfeita sintonia com o Governo Invisível da Terra é a salvação da humanidade neste Fim dos Tempos. Já advertia o saudoso Alziro Zarur:

— Não há segurança fora de Deus.

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

                                                                             paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

 

A Bíblia Sagrada diz que Jesus não morreu

Paiva Netto

 

Em meu livro Os mortos não morrem (2018), ressalto que, se Deus ressuscitou Jesus dentre os mortos, é porque, ipso facto, há vida além da “morte”. Observemos bem o que está escrito no Evangelho, segundo João, 13:1: “Ora, antes da Festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a Sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os Seus Irmãos que estavam no mundo, amou-os até ao fim”.

Perceberam? O Evangelho não diz que Jesus iria morrer, mas “passar deste mundo para o Pai”. O Cristo de Deus derrotou a morte. Com isso nos capacita a sobrepujar quaisquer dificuldades aparentemente intransponíveis. É a indesmentível “Mensagem do Túmulo Vazio” — título de circular que escrevi em 25 de agosto de 1997, no Rio de Janeiro/RJ, madrugada de segunda-feira. Nela, com emoção, explicitei: com a Ressurreição de Jesus, a morte deixou de ser o lúgubre ingresso para o Nada; porquanto, na verdade, é a esplendorosa revelação de que a felicidade em Deus, o Provedor de todas as carências, é eterna, como perenes são as realizações do Bem, na Terra e no Espaço. Respeitemos a vida, e ela nos abençoará. Quando o Celeste Amigo revelou o Túmulo Vazio, acabou com os impossíveis, porque ressuscitou, conforme prometera, da morte para a eternidade. E nós, com Ele. Graças a Deus!

 

O Reino Espiritual Eterno de Jesus

Os Espíritos de nossos entes queridos continuam vivos. Contudo, ainda são poucos os indivíduos que possuem o dom divino desenvolvido para visualizar os seres desencarnados. E quantas vezes as Almas se aproximam de nós, e as afastamos, cruelmente temerosos, pelo ridículo medo de “fantasmas”. Temor devemos ter, para argumentar, dos obsessores, espíritos malignos que desejam o nosso mal. Porém, os seres trevosos jamais alcançarão seu intento nem mesmo se aproximarão de nós, iluminados que estaremos pelo Bem, se nos mantivermos com a sintonia elevada aos Espíritos Divinos, nossos Anjos Guardiães, Almas Benditas, Numes Tutelares. Essa é a grande lição que reforço em minha obra A Missão dos Setenta e o “lobo invisível” (2018).

Tanta coisa da ignorância humana urge ser derrubada! Jesus fala de um Reino Espiritual Eterno. Como é que não existem os Espíritos?

Em Apocalipse sem Medo (2000), reproduzo esta meditação do aplaudido escritor Graham Greene (1904-1991): “Nosso mundo não é todo o Universo. Talvez exista um lugar onde Cristo não esteja morto”.

Essa dimensão esplêndida, múltipla, infinita existe; e Jesus, o Bom Pastor, a deixou expressa em Sua Boa Nova, consoante João, 14:1 a 3. Trata-se de confortadora revelação aos Seus seguidores que, pelos milênios, perseveram até ao fim:

 

Jesus conforta os Discípulos

1 Não se turbe o vosso coração: crede em Deus, crede também em mim.

2 Na casa de meu Pai [o Universo], há muitas moradas [dimensões]. Se assim não fora, Eu vos teria dito. Pois vou preparar-vos lugar.

3 E, quando Eu for, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde Eu esteja, estejais vós também.

 

Tão magnífico local inicia-se em nosso coração integrado em Deus.

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com