Rio de Janeiro, RJ — Preocupada com a saúde bucal de
seus atendidos, a Legião da Boa Vontade (LBV) oferece tratamento dentário
gratuito aos alunos do Centro Educacional José de Paiva Netto, localizado em
Del Castilho, zona norte da capital fluminense.
No local, a Instituição mantém o Centro Odontológico, composto por cinco
gabinetes dentários, um escovódromo com pias, sala de raio-X e setor de
esterilização. O atendimento é feito por profissionais experientes e
capacitados, que atuam voluntariamente para garantir que as crianças atendidas
pela Legião da Boa Vontade tenham uma dentição saudável.
“Nossas crianças recebem as instruções e levam isso para suas
famílias. E a família aprende a dar atenção e tomar consciência da importância
de cuidar dos dentes. Nós fazemos isso desde o berçário. É de fundamental
importância esse cuidado com a saúde bucal”, explica o cirurgião
dentista, dr. Geraldo Peçanha.
A Instituição conta ainda com o apoio da Universidade Estácio de Sá, que
disponibiliza alunos do último ano do curso de Odontologia para
trabalharem no Centro Odontológico. “Realizamos atividades tanto curativas, no
sentido de restaurações, quanto atividades educativas, desenvolvendo palestras
com os educadores e responsáveis. É bom para os alunos da Universidade e é bom
para as crianças e para a LBV”, ressaltou a dra. Paula Mello, professora da
Faculdade Estácio de Sá.
A iniciativa complementa as atividades socioeducacionais oferecidas pela
Entidade, garantindo que as famílias não tenham que arcar com o alto custo
de um tratamento dentário. “Devido a esse tratamento, meus filhos têm o
hábito de cuidarem de seus dentes. E, graças a Deus, eles não têm nenhum
problema”, disse a mãe Eliane da Silva Castro de Carvalho.
O trabalho da Legião da Boa Vontade é reconhecido pelos alunos, que, ainda
na infância, compreendem a importância de cuidar dos dentes. “Temos que cuidar
dos dentes para não ter cárie. Tem que escovar os dentes todos os dias e passar
o fio dental”, disse a aluna Adrielly Otoni Lima.
No Rio de Janeiro, RJ, o Centro Educacional José de Paiva Netto, da Legião
da Boa Vontade, está localizado na Av. Dom Hélder Câmara, 3059 — Del Castilho.
Para outras informações, ligue: (21) 3297-7100.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Globalização
Globalização
e pluralismo
Paiva Netto
Na obra “Reflexões da Alma”
(2003), escrevi que — em um mundo que se globaliza, tantas vezes esmagando
tradições respeitáveis, é prudente não desconsiderar o pluralismo que existe em
cada povo, até mesmo em pequenas tribos, enquanto labutamos em favor do
espírito solidário, altruístico, preconizado pelo Ecumenismo Irrestrito, que é
Boa Vontade em marcha. Isto é, a vontade decidida, generosa; universal vontade
de viver em paz, como, por muitos anos, pregou o escritor e poeta brasileiro Alziro
Zarur (1914-1979). O autor do “Poema do Deus Divino”
lançou,
já na década de 1940, a Cruzada de Religiões Irmanadas, sob a invocação de um
Brasil melhor e de uma Humanidade mais feliz. O espírito de Fraternidade entre
os religiosos deve servir de exemplo aos demais. (...)
O Ecumenismo nos eleva à
procura de soluções globais, dentro do espírito universal de Fraternidade,
pregada por grandes pensadores e inspirados líderes de religiões. Ela é o “fio
de Ariadne”, que, seguramente nos conduzindo pelos caminhos escuros e tortuosos
das cavernas do Minotauro, pode levar-nos à esplendorosa claridade do Sol,
livrando-nos das trevas dos ódios sectários. (...)
O estágio de fragilidade moral
do mundo é tão avançado, apesar dos progressos atingidos, que, para acabar com
a violência, só existe uma medicina forte: a da escalada da Fraternidade
Solidária, aliada à Justiça, na Educação. Por isso, ecumenicamente
espiritualizar o ensino é um poderoso antídoto contra a agressividade. Por
falar na “Senhora de Olhos Vendados”, aqui um ilustrativo pensamento do
ensaísta francês Luc de Clapiers, Marquês de Vauvenargues (1715-1747): “Não pode ser justo quem não é humano”. Por
conseguinte, também não pode ser feliz.
Haverá um dia em que as armas
terão, por fim, suas sinistras vozes caladas. Ainda no terceiro milênio, mesmo
que demore, os seres humanos entenderão que a essência do poder não se encontra
propriamente neles, mas, sim, no espírito de Solidariedade, que a todos deve
irmanar. Resta muito por fazer. Portanto, mãos à obra! O tempo não se detém
para esperar pelos humores de quem quer que seja.
CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO
Com
o tema “A Arte na arte de educar: uma visão além do intelecto”, a LBV realiza
em São Paulo/SP, nos dias 26, 27 e 28 de
junho, a 12ª edição de seu Congresso
Internacional de Educação.
Propondo qualidade pedagógica aliada à
Espiritualidade Ecumênica, o encontro promove palestras e oficinas educativas que colaborem na formação continuada de
professores, graduandos, pesquisadores, profissionais da área e segmentos afins.
A
pauta das conferências neste ano contempla: palestra
inaugural do evento — Mario Sergio Cortella, doutor em Educação, filósofo e
escritor; “O que é interdisciplinaridade?” — Claudio Picollo, doutor em
Educação; “A arte e a percepção na Educação” — Nádia Conceição Lauriti, mestre
em Linguística Aplicada ao Ensino de Língua Portuguesa; “Resiliência na sala de aula” —
Ricardo Piovan, administrador de empresas com formação em técnicas de Expansão
de Consciência; “A experiência estética
como caminho para a semeadura do entusiasmo pelo conhecimento”
— Lisie De Lucca, mestre em Educação; “Acessibilidade, uma
nova perspectiva de inclusão” —
Eduardo Natali, pós-graduado em Deficiência Auditiva/Libras e em Educação
Especial/Inclusiva; “A prática da Pedagogia do Afeto e da Pedagogia do
Cidadão Ecumênico” — Suelí Periotto, mestre em
Educação, e Paula Suelí, historiadora.
Inscrições
pelo site www.lbv.org/congressodeeducacao.
José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br —
www.boavontade.com
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Eu Ajudo a Mudar
Ajude
a mudar
Com
um trabalho voltado à educação e à assistência social, a Legião da Boa Vontade
(LBV) vem transformando para melhor a vida de milhares de crianças,
adolescentes, jovens, adultos e idosos em todo o território nacional. Para
manter esse trabalho e aprimorá-lo cada vez mais, a Instituição sempre tem
contado com a ajuda de todos os que desejam viver em um país mais justo e
solidário.
Por
esse motivo, a LBV deu início à edição de 2013 da Campanha Eu ajudo a mudar!, que visa mobilizar a sociedade a ajudar na
manutenção dos programas e campanhas socioeducacionais e, consequentemente,
contribuir para que o Brasil vença seus grandes desafios.
No
ano passado, a Legião da Boa Vontade prestou mais de 10 milhões de atendimentos
e benefícios à população de baixa renda. O intuito da mobilização é ampliar e
aprimorar as ações desenvolvidas, a fim de que mais famílias possam ter
resgatadas sua cidadania e felicidade.
Com
a ajuda de todos, mudamos o Brasil. Saiba mais em www.lbv.org. Informações: (11) 3225-4500. Siga a
LBV pelo Twitter (@LBVBrasil)
e pelo Facebook (LBVBrasil).
A essência em Deus
Efeito social da prece
Paiva Netto
Em entrevista à jornalista portuguesa Ana Serra, comentei
que — a acepção de Fraternidade e Espiritualidade
Ecumênica coloca-nos em sadio contato íntimo com nós mesmos e com o
Criador do Universo e Suas criaturas, que constituem o mais perfeito altar onde
devemos adorá-Lo, conforme destaquei, em 5/11/1983, no discurso de lançamento
da pedra fundamental da sede da Legião da Boa Vontade, em São Paulo/SP, Brasil,
durante o 8o Congresso dos Noivos e Casais Legionários. Na obra
“Ao Coração de Deus — Coletânea Ecumênica de Orações” (1990), afirmei: Quando se ora, a Alma respira, fertilizando a
existência humana. Fazer prece é essencial para desanuviar o horizonte do
coração. E isso se encontra ao alcance de todos, porquanto
possuímos a inata capacidade de meditar para escolher o caminho adequado e
resolver transtornos que se iniciam no Espírito e, depois, se manifestam no
corpo humano, muita vez em forma de doença, e, no campo social.
Escrevi em “Reflexões da Alma” que quem, religioso
ou ateu, souber usufruir do silêncio de alma fará brotar, de dentro de si,
todas as riquezas que o mundo não lhe pode oferecer, a começar pela paz de
espírito, que Deus nos prometeu e que ninguém, além Dele, nos pode
integralmente proporcionar, porque nem na sua totalidade ainda a conhecemos:
“Minha Paz vos deixo, minha Paz vos dou. Eu não vos dou a paz do mundo. Eu vos
dou a Paz de Deus, que o mundo não vos pode dar. Não se turbe o vosso coração
nem se arreceie, porque Eu estarei convosco, todos os dias, até o fim dos tempos” (Evangelho de Jesus segundo João, 14:27;
e Mateus, 28:20). Não há um pensador sério, guardadas as exceções de praxe, que
não necessite entrar, mesmo que vez por outra, no ambiente inspirador da
reflexão, dando-lhe este ou aquele nome. E
isso não favorece apenas a quietude psíquica, mas igualmente a serenidade
somática.
IDEIA CUJA HORA
CHEGOU
Em “Somos todos Profetas” (1991), digo: Estamos corpo, mas somos Espírito. A nação que
compreender e administrar essa Verdade empolgará e governará o mundo no transcorrer
do terceiro milênio. E, se alguém julgar tal raciocínio um delírio,
apresento-lhe este aforismo do genial Victor Hugo (1802-1885): “Aqueles que hoje afirmam que uma coisa é impossível de ser concretizada
tacitamente se colocam do lado dos que vão perder”.
Bem a
propósito, o filósofo e sociólogo italiano Pietro Ubaldi (1886-1972),
correspondente de Einstein e grande admirador da Legião da Boa Vontade — que
definiu como “um movimento novo na História da Humanidade.
Coloca o Brasil na vanguarda do mundo”—, numa de
suas conferências, lembrou-se deste outro apontamento do gigante de Besançon: “Há
uma coisa mais poderosa que todos os exércitos: é uma ideia cujo tempo tenha
chegado”.
Hoje, até a ciência já considera que a espiritualidade pode reduzir o risco de doenças tidas como graves ou incuráveis. Em entrevista à Super Rede Boa Vontade de Comunicação, em 2009, acerca do tema, declarou o pesquisador, professor e psicobiólogo Ricardo Monezi, do Instituto de Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp): “Atualmente já temos diversos relatos na ciência de que uma pessoa que exercita o bom pensar, a felicidade, todos os bons sentimentos, tem um potencial de defesa do corpo muito maior do que uma pessoa pessimista. (...) Uma pessoa otimista, quando vai ser vacinada, desenvolve anticorpos com uma rapidez muito maior do que a pessimista. E tem muito mais chances de atravessar um processo de adoecimento crônico em relação a uma pessoa pessimista”.
Portanto, Espírito saudável é medicina preventiva para o corpo.
José de Paiva Netto, jornalista,
radialista e escritor.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Inocentes
dos diversos campos de guerra
Paiva Netto
O Dia Internacional das Crianças Inocentes Vítimas de Agressão,
4/6, instituído pelas Nações Unidas em 19 de agosto de 1982, teve inicialmente
o propósito de chamar a atenção para o drama dos milhares de pequeninos que
sofrem os efeitos da guerra, muita vez perdendo suas vidas.
Os cidadãos de bem, em toda parte, não
podem ficar surdos aos gritos de dor desses inocentes. Trata-se de patrimônio humano,
garantia de futuro — que desejamos mais feliz — da civilização.
Mas o despertar da sociedade deve abranger
igualmente as crianças que padecem de agressão nos próprios lares, nas escolas,
nas ruas, mesmo em países não considerados campos de guerra declarada.
O psicólogo dr. Pedro Lagatta,
pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV/USP),
em entrevista ao programa “Viver é Melhor”, da Boa Vontade TV (canal 23 da
SKY), expôs aos telespectadores várias faces da violência que acomete as
crianças, sejam elas físicas ou emocionais; incluídos aí o execrável abuso
sexual e o perverso bullying. Tudo
isso com consequências dolorosas e duradouras.
Trago-lhes hoje esclarecimento
importante do dr. Lagatta, em que ele procura estabelecer um diferencial em
torno da polêmica e famosa palmada, ainda em uso por muitos pais na educação dos
filhos. “Palmada é um termo bem ruim; é um eufemismo que tenta de alguma
maneira esconder o que acontece realmente nas casas. Quando a gente fala que as
crianças apanham de chinelo e objetos duros, o que acontece é um sistemático
espancamento. Palmada parece que os pais só vão lá e dão umas palmadinhas para
fazer a criança parar de chorar, mas muitas vezes não se trata disso, se trata
da autorização para a violência, uma violência séria”.
O tema merece de pais e educadores
vigilância constante quanto aos limites que devem ser absolutamente
respeitados. Corrigir não significa agredir. É o que defende a Pedagogia do
Afeto, que desenvolvemos nas escolas da LBV.
A sabedoria popular ilustra bem ao
comparar as crianças com a argila, pronta para ser moldada. Ora, os melhores
jarros, as mais belas cerâmicas carecem de cuidados específicos em sua
confecção. Se o oleiro não souber unir disciplina e carinho, o trabalho
apresentará defeitos indesejáveis.
ROBERTO CIVITA
No dia 26/5, voltou à Pátria Espiritual
o dr. Roberto Civita, aos 76 anos. Diretor editorial e presidente do Conselho
de Administração do Grupo Abril, ele tinha a Educação em alta conta.
Em setembro de 1998, quando a revista
“Veja” completava 30 anos, falando à Legião da Boa Vontade, declarou: “Meu pai
achava, e eu e todos os que pensam no assunto, que é a coisa mais importante, a
primeira de todas, melhorar o nível educacional brasileiro”. E acrescentou:
“Parabéns pelo lindo trabalho! Muito obrigado pelos votos de aniversário.
Espero revê-los aqui nos 40 e nos 50 anos de ‘Veja’”.
À sua família, as nossas condolências,
com especiais votos de paz à esposa, Maria Antonia Magalhães Civita, e aos filhos Giancarlo, Victor e Roberta.
José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.
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