quarta-feira, 7 de maio de 2014

Momento de silêncio e Barão do Rio Branco



Momento de silêncio e Barão do Rio Branco

Paiva Netto
Há décadas, estabelecemos a cerimônia de um instante de silêncio antes da oração que sempre inicia as atividades diárias nas Instituições da Boa Vontade, no intuito de fortalecer a ligação das equipes solidárias das IBVs com a Espiritualidade Superior, fato que vem se tornando prática cotidiana em empresas.
Já comentei nas minhas preleções no rádio e na televisão algo da história do momento de silêncio, no entanto, não custa relembrar. Em 10 de fevereiro de 1912, faleceu o diplomata, professor e jornalista José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco, um dos maiores chanceleres, senão o maior, que o Brasil conheceu. Era filho do Visconde do Rio Branco, o criador da Lei do Septuagenário — aos 70 anos os escravos estariam libertos, contudo, quantos alcançariam essa idade?
A morte de Paranhos Júnior foi muito lamentada. Quando a notícia chegou a Lisboa, a Câmara dos Deputados, sob o comando de Aresta Branco, suspendeu a sessão por meia hora, como era tradicional, em respeito ao ilustre diplomata. Porém, o Senado, no dia posterior, cuja presidência estava a cargo de Anselmo Braamcamp, secretariado por Bernardino Roque e Paes de Almeida, inovou o costume. O presidente fez uma pausa na reunião e destacou: “Os altos serviços por aquele estadista prestados a Portugal e a circunstância de ser ele ministro quando o Brasil reconheceu a república portuguesa”, conforme o registro do lisboeta Diário de Notícias, que ainda anotou: “Honrou também o Barão do Rio Branco as tradições lusitanas da origem da sua família e por tudo isso propôs que durante dez minutos, e como homenagem à sua memória, os senhores senadores se conservassem silenciosos nos seus lugares. Assim se fez...”.
Foi a deferência ao grande brasileiro que retornara à Pátria Espiritual. 

O Cristo interno
Diante da vida tão atribulada que levamos, surge a argumentação: “É dificílimo obter um minuto de silêncio, que seja, com as crianças correndo, num feliz alarido, o vizinho com o som superelevado, aquela britadeira em frente da minha janela, ou com os mil problemas que tenho de enfrentar. Sinto muito, mas não consigo”. 
Consegue, sim! Não falo restritamente da quietude física. Refiro-me em especial àquela buscada dentro do Espírito. Você mesmo, às vezes num ônibus barulhento, apinhado, quente, o tráfego intenso, desliga-se pensando naquela questão que precisa sanar. Nada em volta o perturba ou o estorva. E quando desce do coletivo diz: “Puxa vida! Parecia impossível sair de tamanha enrascada e agora, naquele bendito ônibus, embora jogando calor em mim, a solução apareceu”. Por quê?! Porque Você entrou no silêncio, dialogou com o seu Cristo interno, com a ajuda do Espírito Santo.
Tudo na existência material é relativo. Basta ver que nas guerras pessoas se matam na presença de paisagens extraordinárias que Deus lhes oferece para acender no âmago justamente a vontade de viver.

Maior riqueza
Os guris estão correndo, abrindo a geladeira, está uma confusão no meio da rua? Você saberá entrar no silêncio de si mesmo, de si própria, para sentir no íntimo a influência divina. Aproveite esses instantes de meditação, leia o Evangelho de Jesus, riqueza imensa deste e do Outro Mundo, e verá quantos benefícios a sua vida receberá. Mas, primeiro, vamos aplacar os ruídos da alma. Um minuto de silêncio.

TBV
O Templo da Boa Vontade, em Brasília, é hoje amplamente reconhecido como excelente local para a criatura aquietar o coração e elevar o pensamento ao mais Alto, ganhando assim forças para seguir avante. O TBV preconiza o Ecumenismo Total.

José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

quinta-feira, 1 de maio de 2014

O povo no Dia do Trabalho



O povo no Dia do Trabalho
Paiva Netto

O primeiro congresso da LBV dedicado aos Trabalhadores de Boa Vontade ocorreu no Rio de Janeiro, a 1o de maio de 1983, na sede do Botafogo Futebol e Regatas. A LBV, desde Alziro Zarur (1914-1979), seu saudoso fundador, chama esses milhões de batalhadores de Irmãos Operários de Deus, porque não há incentivo maior do que colocá-los sob a Proteção Divina. Naquela ocasião, eu já dizia: é preciso acreditar no brasileiro, que só pede seja respeitado, para que o tão auspicioso milagre aconteça. O povo trabalha! E, se há no Brasil quem não o faça, certamente não é ele.
Tivemos como lema: “Todos somos iguais perante Deus. O trabalho é que estabelece as diferenças”. Na oportunidade, assim me expressei: Quem é o exemplo de trabalhador? Jesus, no planeta Terra, porque o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, que é o nosso modelo e em Quem sempre vamos buscar inspiração, ensinou que o maior de todos é o próprio Deus: “Meu Pai não cessa de trabalhar, e Eu com Ele” (Jesus — João, 5:17). Como podemos abrir mão da melhor referência? O mundo carece de bons exemplos. Não existem maiores que Deus e Jesus. (...) Eis, pois, que o Pai Celestial é o Operário-Padrão para o Universo e o Cristo, para este orbe. Ora, que querem os irmãos trabalhadores senão uma vida mais digna? E, quando falo neles, não me refiro apenas ao irmão proletário, mas aos homens e às mulheres de diferentes condições sociais que realmente laboram, porque todos somos operários em nossa existência.


José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com


terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Fórum Mundial da Água

Fórum Mundial da Água
Paiva Netto

Brasília está na expectativa de ser nomeada para sediar, em 2018, o 8º Fórum Mundial da Água. Nossa capital lidera a candidatura latino-americana e concorre com Copenhague, Dinamarca. No próximo dia 26 de fevereiro, conheceremos o local escolhido. O anúncio ocorrerá em Daegu, Coreia do Sul, cidade do Fórum em 2015.
O evento é promovido pelo Conselho Mundial da Água, criado em 1996 e composto por mais de 50 países. O órgão, que tem sede em Marselha, na França, é presidido pelo brasileiro Benedito Braga, engenheiro e professor da USP.

ÁGUA E SEUS DESAFIOS
O precioso líquido que sustenta a vida merece atenção constante e atitudes sem delongas. A população segue crescendo. E, de forma lamentável, o aumento dos poluentes no ar, nas águas, nas florestas, por toda a parte, não fica atrás. Ora, a disponibilidade de água potável tem um limite, não consente desperdícios. Além disso, há outros problemas complexos a resolver. A própria Paz entre nações depende de medidas acertadas.
Segundo o dr. Benedito Braga, “o Brasil avançou muito nos últimos 10, 15 anos do ponto de vista da gestão dos recursos hídricos. Em 1997, promulgou a Lei das Águas. Em 2000, instituiu a Agência Nacional de Águas. Portanto, é um país que se destaca no cenário internacional, por ter mecanismos de gestão de água bastante modernos, eu diria sofisticados”.
Naturalmente, uma extensão territorial como a nossa comporta também desafios na mesma magnitude. Por exemplo, o Brasil possui 12% da água doce do mundo. “É muita água!”, exclamou o dr. Benedito Braga. Contudo, ele prossegue: “Setenta por cento dessa água está na Amazônia, onde somente 7% da população vive. Então, onde a água está, as pessoas não estão; onde as pessoas estão, a água não está”. E concluiu o professor à apresentadora do programa Biosfera, Jully Anne, da Boa Vontade TV (canal 20 da SKY): “Esse é o grande problema brasileiro que hoje enfrentamos”.

SIMPLES ASSIM: CÉLULAS-TRONCO
Em São Paulo/SP, no dia 6/2, os médicos Adelson Alves e Alysson Muotri receberam mais de 300 convidados, entre médicos, profissionais de saúde de distintas áreas, empresários, escritores e universitários, para o lançamento de “Simples assim: Células-tronco”, cuja capa traz a assinatura de Ziraldo. O livro tem ainda a colaboração dos doutores Andresa Forte, Edilson da Costa Ogeda, Elíseo Joji Sekiya, Telma Ingrid Borges de Bellis Kühn e Wirla Pontes em capítulos complementares.
Aprender conceitos básicos sobre células-tronco com simplicidade e humor é a proposta dos autores, que ilustram “a persistente fascinação do homem pela regeneração e pela vida eterna”.
Fiquei honrado com as dedicatórias que recebi em um exemplar da obra: “Ao dr. Paiva Netto um forte abraço. Elíseo”; “Ao amigo Paiva Netto, um grande abraço do amigo cientista! Parabéns pelo trabalho. Alysson”; “Ao amigo Paiva Netto, com carinho e admiração. Adelson”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Santiago Andrade

Santiago Andrade
Paiva Netto

No último dia 10, chegou-nos a triste notícia do falecimento do cinegrafista Santiago Ilídio Andrade, da Rede Bandeirantes, ferido na cabeça por um rojão quando cobria protesto realizado no Rio de Janeiro, em 6 de fevereiro.
A ele, na Pátria Espiritual, nossos votos de Paz. À sua esposa, Arlita Andrade, filha e enteados, e aos colegas de trabalho, nossas orações e condolências.
Em um gesto de humanidade, a família autorizou a doação dos órgãos de Santiago para ajudar outras vidas. Belo exemplo de que a violência jamais pode ter espaço na Alma do brasileiro.

O QUE ESTÁ HAVENDO COM A TERRA?
As visíveis mudanças climáticas no mundo vêm acarretando grandes transtornos, sofrimentos e mortes. No Brasil, por exemplo, virou rotina os índices que medem as condições meteorológicas baterem recordes. Agora mesmo, o calor excessivo está causando muitos problemas.
Há quem acredite que tudo isso faça parte de um ciclo natural do planeta. Mas será que a ação humana, quando ignora a própria sustentabilidade, não tem intensificado esse processo?

SÓ AMIGO ADVERTE AMIGO
Lembrem-se de que hoje tudo é mais rápido. Ouve-se falar e se assiste em tempo real sobre a expansão de desertos onde havia florestas frondosas, a ponto de a ONU dedicar os anos de 2010 a 2020 ao tema da desertificação; seca em locais onde jamais ocorrera tal coisa. E o pessoal continua dizendo impropriedades a respeito do Apocalipse de Jesus, como se ele fosse o culpado de tudo.
Por acaso, são as folhas de papel nas quais estão impressas as profecias bíblicas que provocam essas catástrofes, ou nossa estupidez militante e ganância sem termo? (...)
O pastor Jonas Rezende, em seu livro “O Apocalipse de Simão Cireneu”, refere-se a essa distorção histórica: “O Juízo Final poderia acontecer, não por arbítrio divino, não como um evento inevitável, como sempre se compreendeu, a partir das Escrituras, mas por conta da ação predatória do próprio homem”.
Análise incontestável. Aliás, é o que comentei em “Jesus, o Profeta Divino” (2011), tema sobre o qual venho discorrendo nas últimas décadas.

UTILIDADE PÚBLICA
O verão este ano e a falta de chuva em vários Estados reforçam a necessidade de economizarmos água, energia elétrica, enfim, não sermos perdulários. E, com as altas temperaturas, cuidados básicos para preservar a saúde não podem ser ignorados.
Além de manter uma alimentação saudável e hidratar-se, é preciso atenção com o sol, principalmente ao ar livre, na praia, na piscina.
O dr. Adilson Costa, chefe de serviço de dermatologia da PUC de Campinas/SP, recomendou: “Primeiro: evitar exposição solar entre 10 e 16 horas. Segundo: aplicar fotoprotetores na pele de forma muito exagerada a cada duas horas. Nós orientamos um fotoprotetor com FPS de no mínimo 30.  E de preferência que a pessoa use óculos escuros, chapéus de abas largas, aquelas roupas que tenham fatores de proteção solar nas suas formas (...)”.
O câncer de pele é ainda um dos mais frequentes no Brasil. Oportunas, pois, as observações do dr. Adilson ao programa “Viver é Melhor!”, da Super Rede Boa Vontade de Rádio. A relação de frequências encontra-se disponível no portal www.boavontade.com.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Despertar do cidadão consciente

Despertar do cidadão consciente
Paiva Netto

No artigo “Apocalipse e Genoma do Universo”, aqui publicado, procurei, de forma sucinta, analisar com Vocês as diversas teorias a respeito do surgimento da Terra e do Universo, pelo prisma do Apocalipse de Jesus que, libertado do estigma catastrófico recebido pelos séculos, traz boa sorte aos seres humanos.
O despertar do cidadão incorruptível também está associado às profecias. Observemos a ilustrativa palavra do Apóstolo Paulo, na sua Epístola aos Romanos, 13:11 e 12: “E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos. Vai alta a noite, e vem chegando o dia. Deixemos, pois, as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz”.
É urgente demonstrar que Profecia não é forçosamente sinônimo de flagelo, mas a exposição das correlações entre causa e efeito. Ela é somatório daquilo que antes realizamos de bem ou de mal. Torna-se necessário que aprendamos isto para fazer delas elemento para o progresso consciente, que nos transformemos, em pleno juízo, em agentes do nosso futuro, na Terra e no Céu. Não é vão este comentário do escritor francês Joseph Joubert (1754-1824): “Quando de um erro nosso surge uma infelicidade, injuriamos o destino”.

TEMER O APOCALIPSE?
A Lei de Causa e Efeito é onisciente, para dar a cada um de acordo com as próprias ações. Nem sempre vemo-la agir de imediato, visto que sua atuação é natural, orgânica. Por isso, raras vezes conseguimos perceber sua mecânica. No momento certo, segundo o Relógio de Deus, todos colhemos o que semeamos. Este aforismo de Vauvenargues (1715-1747) é bem apropriado para esta oportunidade: “A perfeição de um relógio não reside no fato de andar depressa, mas no fato de regular perfeitamente”. Portanto, não é contra o Apocalipse que nos devemos precatar; ao contrário, porque ele é, para os que o leem sem ideias preconcebidas, um belo recado divino com dois milênios. Maléficos são, estes sim, os atos humanos, quando desvairados, particulares ou coletivos.

SONS DO SILÊNCIO
O amigo José Medrado, conferencista e médium de singular talento, lançou recentemente, em Salvador/BA, a obra “Sons do Silêncio”, pelo Espírito Janete.
Na apresentação desse seu primeiro romance mediúnico, Medrado informa-nos que “é um misto de realidade e ficção. O espírito partiu de uma história que realmente aconteceu, mas a descaracterizou um pouco para que os personagens não fossem identificados”.
Ao autor, o meu agradecimento pela fraterna dedicatória: “Ao Irmão Paiva Netto, com votos de Paz de José Medrado”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Sustentabilidade e reeducação

Sustentabilidade e reeducação
Paiva Netto

O mundo inteiro fala em sustentabilidade, mas firmada em quê? Em geral, num pensamento econômico que sobrevive pela avidez, não liquidando apenas as criaturas humanas por força do desemprego, da fome em várias regiões do planeta, no entanto, igualmente pela carência de instrução que nega melhor perspectiva à juventude. Contudo, existem, por todo lado, esforços de pessoas decididas a corrigir tal situação, que trava o crescimento de muitos países. E não basta instruir, é preciso educar, reeducar! Em diversos lugares, onde a economia tornou-se mais forte, após certo tempo, por falta de maior investimento nos princípios éticos e espirituais, a violência, que diminuíra, ressurge, advinda tantas vezes da arrogância contra os que têm menos em suas fronteiras ou fora delas. Aí se atinge o relacionamento internacional. Por quê? Porque faltou o ensino, muito mais, a Reeducação, que é a Educação com Espiritualidade Ecumênica.
As ações humanas muitas vezes refletem uma cultura em que o futuro depende unicamente das coisas que se podem tocar, segurar. Ora, e se existir algo além? É importante priorizarmos o Espírito, que antes de tudo somos, aguardando por ser esclarecido, iluminado pela Verdade e pelo Amor. Uma fórmula, cujo resultado constitui a elevada Justiça, aquela que alcançará a eficiência de ser, de acordo com o que dizia Confúcio, “o castigo para acabar com o castigo”. Ou seja, corrigir a criatura, livrando-a de seus enganos e conduzindo-a por caminhos acertados. A Reeducação, portanto, é uma escolha que nos deixa mais receptivos ao apoio celeste, pois o governo da Terra começa no Céu.
Essa minha palavra vem de alguns temas que desenvolvi com os jovens em 24/11/2009. Quando foi ao ar pela Super Rede Boa Vontade de Rádio (em Brasília, AM 1.210 kHz), chamou a atenção do professor doutor Marco Antonio Azkoul, ouvinte da nossa programação. Segundo ele, “é realmente providencial para a prevalência do básico sobre o acessório, isto é, do Espírito sobre a matéria”.

FORMANDO CÉREBRO E CORAÇÃO
 Compartilho com vocês uma boa notícia doJornal mural de circulação interna do Conjunto Educacional Boa Vontade”, na capital paulista, sobre as cerimônias de formatura do Infantil ao Ensino Médio, ocorridas em dezembro último:
“Foram momentos marcados pelo entusiasmo dos educandos que galgaram mais um degrau na trajetória escolar, pela emoção das famílias com o feito dos estudantes e pela satisfação dos educadores pela certeza do dever cumprido. Destaque para os formandos do Ensino Médio, dos quais muitos iniciaram os estudos na Supercreche Jesus, aos 4 meses de idade”.
E a nota nos traz ainda um número bem expressivo: “Vale observar que mais de 85% desses alunos, pelos bons resultados obtidos no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e em outros vestibulares, garantiram vaga no Ensino Superior. Outros optaram pela formação técnica, buscando assim o seu espaço no mercado de trabalho”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.