sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018



Reflexão de Boa Vontade
Multiplicação de pães e peixes e combate ao desperdício

Paiva Netto

Em meu livro O Capital de Deus, comento uma passagem evangélica que nos traz instrutiva lição.
Conhecedor dos Soberanos Estatutos da Economia de Deus, ainda ignorados pela maioria dos seres humanos, Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, pôde realizar o milagre da multiplicação de peixes e pães, conforme o relato de Mateus, 14:13 a 21.

A primeira multiplicação de pães e peixes
13 Jesus, ouvindo que João Batista fora decapitado por ordem de Herodes, retirou-se dali num barco, para um lugar deserto, à parte. Sabendo disso, as massas populares vieram das cidades, seguindo-O por terra.
14 Desembarcando, Ele viu uma grande multidão. Compadeceu-se dela e curou os seus enfermos.
15 Ao cair da tarde, aproximando-se Dele, os Discípulos Lhe disseram: Senhor, o lugar é deserto, e vai adiantada a hora. Despede, pois, o povo para que, indo pelas aldeias, compre para si o que comer.
16 Jesus, porém, lhes disse: Não precisam retirar-se; dai-lhes, vós mesmos, o alimento.
17 Ao que Lhe responderam: Senhor, não temos aqui senão cinco pães e dois peixinhos!
18 Então, o Mestre ordenou-lhes: Trazei-os a mim.
19 E, tendo mandado que todos se assentassem sobre a relva, tomando os cinco pães e os dois peixinhos, erguendo os olhos ao céu, os abençoou. Depois, havendo partido os pães, deu-os aos Discípulos, e estes, às multidões.
20 Todos comeram e se fartaram; e dos pedaços que sobraram recolheram ainda doze cestos repletos.
21 E os que comeram foram cerca de cinco mil homens, além de mulheres e crianças.
Aliado a isso, não nos esqueçamos do que o Economista Divino nos ensinou a respeito da capacidade pessoal de cada ser humano, ao dizer: “Vós sois deuses. Eu voltarei ao Pai, vós ficareis aqui na Terra; (...) portanto, podereis fazer muito mais do que Eu” (Evangelho, segundo João, 10:34 e 14:12).
Alguém, talvez por ócio, analisando o trecho anterior, poderia argumentar que Jesus é um caso único e que, por isso, não há parâmetros para equivaler a nossa competência à Dele, celestemente superior. Uma maneira de combater esse raciocínio seria considerar que, mesmo não estando ainda no altíssimo patamar espiritual do Mestre dos mestres, somos capazes de gestos simples que fazem imensa diferença.
O poder de multiplicar os pães e os peixes também está em nós, a começar pelo consumo consciente. Vamos nos empenhar, então, por corrigir o desperdício. Quanto alimento descartamos por negligência! O que é desprezado pelas populações abastadas do mundo daria para acabar com a fome dos que padecem verdadeiros tormentos. É apenas um passo. Sim, mas um passo considerável. E só pela soma das aparentemente pequenas ações alcançaremos os maiores êxitos.
Como observou Confúcio: “Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha”.
Faço aqui um destaque ao que revela o Evangelista Mateus, no versículo 20 do capítulo 14: “Todos comeram e se fartaram; e dos pedaços que sobraram recolheram ainda doze cestos repletos”.
Quer dizer, por determinação de Jesus, não jogaram fora o que lhes sobejou. As apreciáveis porções recolhidas pelos Discípulos haveriam de, em nova oportunidade, beneficiar aquela gente ou outra. Reitero sempre que a migalha de hoje é a farta refeição de amanhã. Reflitamos sobre isso.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Trecho extraído do novo livro Tesouros da Alma (Editora Elevação), de Paiva Netto, 304 páginas.


quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018



Reflexão de Boa Vontade
Migalhas, excessos e a fome dos deserdados

Paiva Netto

Um caminho econômico em que sejam garantidas a todos condições dignas de sobrevivência não é pensamento nefelibata. Sempre um bom termo pode surgir quando os indivíduos nele lealmente se empenham. Bem a propósito este ilustrativo aforismo do padre português Manuel Bernardes (1644-1710), autor de Pão partido em pequeninos: “Com bom regulamento pode até o pouco bastar para muitos; sem ele, nem a poucos alcança o muito. Todo excesso, nos particulares, causa, no comum, penúria. De dois que estão no mesmo leito, se um puxa muito a coberta para si, é forçoso que o outro fique descoberto”.
De maneira alguma estou propondo que as migalhas que caem das mesas fartas sejam a base da existência dos que vivem na miséria. Não falo de sobras; porém, da consciência honesta, que não pode eternamente admitir que o seu bem-estar permaneça estabelecido sobre a fome dos deserdados. Isso é Evangelho puro de Jesus; é a essência da mensagem dos Livros Sagrados e da Regra de Ouro1 das mais diversas culturas; é a voz de tantos notáveis, religiosos ou ateus, que não podem conceber que, no terceiro milênio, ainda haja populações submetidas à pobreza num planeta construído pela Bondade de Deus.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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1 Regra de Ouro — Também conhecida como “A ética da reciprocidade” ou “Regra Áurea”. Trata-se de máxima ou princípio moral comum a várias crenças e filosofias. Na Bíblia de Estudo Almeida (1999), encontramos a informação de que a clássica “Regra de Ouro” era conhecida entre os povos da Antiguidade, sobretudo na sua forma negativa: Não façais aos outros aquilo que não quereis que vos façam”. No entanto, é ressaltado que Jesus a proclama na forma positiva, como princípio de ação”Fazei aos outros tudo quanto quereis que vos façam” (Evangelho, segundo Mateus, 7:12).

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Trecho extraído do novo livro Tesouros da Alma (Editora Elevação), de Paiva Netto, 304 páginas.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018



Reflexão de Boa Vontade
Leis Econômicas de Deus

Paiva Netto

Quando abrimos nossa mente e compreendemos o papel do ser humano no mundo, contemplamos, no horizonte do raciocínio isento de preconceitos e tabus, as Leis da Economia de Deus.
Por isso, defendemos a Economia da Solidariedade Espiritual e Humana, proposta que lancei há décadas. Situa-se além da que os homens discutem tanto e a respeito da qual afirmam uma coisa hoje e desdizem-na amanhã, levando gerações ao desespero. Preconizamos que a Solidariedade se expandiu do luminoso campo da Ética e se tornou uma Estratégia de Sobrevivência, acima de leis e de modelos econômicos até agora descobertos e, muitas vezes, empregados de modo pouco apreciável por nós, os seres humanos. Discorremos sobre conceitos que preexistem à criação do mundo, que são as Normas Econômicas Divinas, que tratam em igualdade os gêneros, porque se destinam à essência imortal das filhas e dos filhos dos Universos.
Livres de quaisquer sectarismos, muito podemos aprender com os inúmeros ensinamentos de Jesus, que comove até hoje os mais pétreos corações com Sua preocupação social em cuidar das necessidades, do corpo e da Alma, dos Seus semelhantes. Vimos isso quando Ele alimentou a multidão que O acompanhava, a partir de apenas cinco pães e dois peixes.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Trecho extraído do novo livro Tesouros da Alma (Editora Elevação), de Paiva Netto, 304 páginas.