quarta-feira, 17 de maio de 2017

Até quando cativos?

Paiva Netto
Dezoito de maio é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Trata-se do cumprimento da Lei 9.970, de maio de 2000.
Segundo o Comitê Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual de Crianças e Adolescentes, “a data é uma lembrança a toda a sociedade brasileira sobre a menina sequestrada em 18 de maio de 1973, Araceli Cabrera Sanches, então com 8 anos, quando foi drogada, espancada, estuprada e morta por membros de uma tradicional família capixaba. Muita gente acompanhou o desenrolar do caso, poucos, entretanto, foram capazes de denunciar o acontecido”.
Já se passaram mais de 40 anos desse lamentável episódio! É verdade que muitas louváveis iniciativas pelo país se empenham para evitar novas Aracelis. Contudo, até agora, não foi possível impedir que outras vítimas surjam a cada dia.
O brado renovado aqui é que a sociedade e seus órgãos constituídos jamais fechem seus olhos para tamanha calamidade. Esse “seriado” horripilante, cujas temporadas prosseguem ininterruptas e ainda sem data de término, não é uma ficção. A realidade de dramas inumeráveis continua clamando por mais segurança, bom senso, atitudes preventivas, justiça e caridade de todos nós.
E nada melhor do que abordarmos esse horror no ensejo da celebração da Lei Áurea no Brasil (13 de maio). Enquanto um só indivíduo, independentemente de sua etnia – seja criança, adolescente, jovem, adulto, idoso, mulher, homem – sofrer qualquer tipo de violação de seus direitos de cidadania, vivenciaremos um estado de cativeiro.

Marca da inclusão

Sob diferenciado espírito acolhedor, funciona a nossa rede de ensino pelo país, na qual desenvolvemos a Pedagogia do Afeto e a Pedagogia do Cidadão Ecumênico, diretrizes da linha educacional que adotamos, que têm como alicerce a Espiritualidade Ecumênica.
Em 2014, o Conjunto Educacional Boa Vontade, em São Paulo/SP, recebeu integrantes da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP): a professora doutora Emília Cipriano Sanches, do curso de Pedagogia; a professora Regina Helena Zerbini Denigres; e as estudantes de Pedagogia Isadora Prados, Gabriela Romera, Melissa Rodrigues, Adriana Rocha e Paula Scobosa.
O Coral e o Grupo de Instrumentistas Infantojuvenis Boa Vontade as recepcionaram com uma canção de boas-vindas e uma música em Libras (Língua Brasileira de Sinais), que eles aprendem em sala de aula.
A dra. Emília Sanches, também coordenadora da Consultoria e Assessoria Educacional Aprender a Ser, destacou aos alunos: “Uma emoção muito grande! Quem educa educa para transformar, e vocês estão transformando. Fiquei olhando a expressão de cada um, a felicidade. Agradeço com muito carinho por vocês me fazerem acreditar que é possível ter crianças e jovens trabalhando numa perspectiva de transformação. A música que apresentaram traz uma mensagem maravilhosa, que é da inclusão. E a grande marca desta Instituição é a inclusão. Parabéns por fazerem essa verdade da inclusão se manifestar nas nossas vidas. Muito obrigada!”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

domingo, 14 de maio de 2017

Tônus divino da maternidade


Paiva Netto

Inicio estas linhas pedindo a Maria Santíssima, a Excelsa Mãe de Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, que leve aos corações humanos o sublime conforto do seu Espírito materno. É o acolhimento universal que faz brilhar o elevado conceito de família que nos deve reger. E que ampare os povos da Terra, guiando-os na direção da Paz.
Seja no Dia das Mães, seja no Dia da Mulher, ou em qualquer data do ano, quero saudá-las e, assim, prestar-lhes minha homenagem, porque quem forma a pátria são elas. Algumas, que me dão a honra de sua leitura, podem argumentar: “Mas eu não sou mãe”. Não é?! Ora, toda mulher traz dentro de si o tônus divino da maternidade. Quantas não possuem filhos e, no entanto, suas Almas são preenchidas pelo Amor de dedicar-se ao próximo ou mesmo a uma Obra como a Legião da Boa Vontade? O que é a LBV senão uma grande mãe?

 

Mãe, família e nações

Nenhuma instituição estável se sustenta e cresce sem mulheres estáveis, decididas, porque aprenderam a sublimar os seus mais íntimos sofrimentos, transformando-os em significativas realizações em prol da Humanidade, segundo o exemplo de Maria Santíssima.
Aqueles que querem desvalorizar o sentido da família não sabem o que estão fazendo. O clã primitivo foi o primeiro núcleo familiar. Dele se formaram as comunidades e surgiu a sociedade. Como querer o fortalecimento das nações se não respeitarmos as famílias?

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com 


quinta-feira, 11 de maio de 2017

Jesus e as Mães

Paiva Netto

O Dia das Mães vem chegando. A elas, dedico a prece Jesus e as Mães, que fiz em homenagem às que habitam o Céu e a Terra.

 Ó Jesus!
Tu, que és o Refúgio Seguro dos aflitos,
Escuta a voz das Mães
Que ao Teu Carinho elevam
O clamor de suas súplicas.

Aplaca, Senhor, as suas dores,
Pois cada uma delas,
Divino Amigo,
Reconhece em Teu Coração
O seu bom destino;
Na Tua Santa Vontade, a força
Que não lhes permite sucumbir;
E na Tua Sabedoria contemplam,
As Mães da Terra e do Céu,
A educação que anseiam para os filhos.

Em Ti, Jesus, elas, quando sofrem,
Têm a certeza do alento,
Que, em geral, o mundo não lhes pode oferecer,
Porque ainda pouco tem para lhes dar.

Ouve, Filho Celeste de Maria Santíssima,
O apelo dos corações maternos,
Porque Tu, Jesus, és a Esperança que nunca morre.
Melhor que isso: a Convicção que não as deixa esmorecer.

E que assim, em Ti,
Eternamente seja,
Ó Divino Provedor!
Amém!

 

Amor faz rima perfeita com Mãe

Dizem que Mãe não tem rima. Será?! Então secou-se-lhes a musa, ou saiu em férias... Mas não semelhantemente à famosa experiência de Guerra Junqueiro (1850-1923).
Amor faz rima perfeita com Mãe. Mãe é eterna também.

 

A musa em férias

Por falar no velho Guerra, contam que o episódio assim se deu: o respeitado poeta português foi ao médico. Não sabia o que lhe cansava os ossos. O clínico, depois de examiná-lo com paciência, prescreveu ao cliente: “– Professor, o senhor não tem nada físico que um bom descanso não corrija. Viaje. Não faça nada, nem escreva, e tudo terminará bem. Pode confiar”. O vate prometeu que o faria. Contudo, o que acabou ocorrendo foi o seguinte: quando voltou do “descanso”, trazia um dos seus mais belos feitos para um novo livro: A musa em férias.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com 

terça-feira, 9 de maio de 2017

O Democrata Divino
Paiva Netto

Jesus é o Democrata Celeste, a divina liderança das Almas livres.
Aprendemos que Deus concede ao ser humano a liberdade na condução de sua própria vida. Todavia, o Criador não é inconsequente. Ele abaliza essa mesma liberdade com leis recíprocas, que promovem o equilíbrio. No caso, a Lei de Causa e Efeito. Plantou-se, colhe-se! O Bem ou o mal. Por isso mesmo, há décadas, defini a Democracia como o regime da responsabilidade. Portanto, jamais deve ser confundida com caos.
Rui Barbosa (1849-1923), destacado jurista, jornalista, diplomata e político brasileiro, na sua belíssima “Oração aos moços”, escreveu: “A regra da igualdade não consiste senão em quinhoar desigualmente aos desiguais, na medida em que se desigualam”.
É evidente que isso não se trata de um pensamento de Al Capone (1899-1947), porque, assim, eu não o colocaria nesta reflexão, dedicada à Fraternidade Ecumênica.
Rui não se refere aqui ao uso da exclusão, que é violência, pois tinha conhecimento de que desumanidade resulta em desumanidade. E o notável “Águia de Haia”, anteriormente em seu discurso proferido no dia 15 de janeiro de 1910, no Teatro Politeama Baiano (Salvador/BA), a certa
altura declarara: “Deus não recusa a liberdade aos Seus próprios negadores. Mas, por isso mesmo, no fundo mais inviolável de toda a liberdade está Deus, a sua garantia suprema”.
Jesus exorta em todos nós o exercício da Fraternidade Ecumênica ao nos deixar o Seu Mandamento Novo, a Suprema Ordem do Cristo (Evangelho, segundo João, 13:34 e 35) — “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos” —, porque sem esse sumo sentido de verdadeira Justiça, de Solidariedade e de Generosidade a Liberdade se torna condenação ao caos. Ele também admoesta: “Quando o Filho de Deus voltar sobre as nuvens com os Seus Santos Anjos, dará a cada um de acordo com as próprias obras de cada um” (Evangelho, segundo Mateus, 16:27).

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com 


sábado, 6 de maio de 2017

Almas livres em Deus

Paiva Netto

Minhas Amigas e meus Irmãos, minhas Irmãs e meus Amigos, a bandeira que nos inspira é pregar a Palavra de Deus, não a nossa, porque as Almas estão sequiosas do conhecimento das Coisas Divinas. Nas Diretrizes Espirituais da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, volume I (1987), expresso o que defendo desde a década de 1960: se os governos do mundo inteiro, num ato milagroso, resolvessem todos os problemas sociais de seus povos, as massas continuariam insatisfeitas, porque não somos apenas cérebro, estômago, sexo; todavia, algo mais: muito mais, somos Espírito! E este tem aspirações situadas além das do corpo. Somos também sentimento refinado, vontade de descobrir novos campos, novas eras, novas dimensões. Somos Almas livres em Deus e não admitimos algemas. Amamos a liberdade e com certeza a conquistaremos à medida que a respeitarmos, contribuindo para o bem de nossos semelhantes com a construção de uma Sociedade Solidária realmente Altruística Ecumênica.
Aliás, há muitos anos cheguei a afirmar, referindo-me à Democracia, ser ela o regime da responsabilidade. O seu sentido mais elevado encontra-se no Evangelho de Jesus, a Boa Nova do Divino Condutor do planeta Terra. Poderíamos dizer: seu Coautor. Deus é a Origem de todo o Bem, de uma forma que nos cumpre meticulosamente dissecar, de modo que saibamos, em Espaço e Tempo Divinos, desfrutar Sua Sabedoria, magnificência que abarca o Universo. Jesus é UM com Ele. Podemos testemunhar a Sua excelsa influência no surgimento deste orbe que habitamos, no relato de João, o Evangelho Iniciático, versículos de 1 a 3: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. O mundo [o planeta Terra] foi feito por Ele. Tudo foi feito por Ele. Nada do que se fez foi feito sem Ele, Cristo Jesus”.
Aqui comprovamos como Jesus formou este corpo celeste, que é a nossa moradia comum, e como a Sua Misericórdia permite que vivamos nele. No entanto, ingratamente o maltratamos, como ainda fazemos no tocante, por exemplo, à água, sem a qual não podemos viver. Com negligência, continuamos profanando-a, como se quiséssemos decretar, nós mesmos, a nossa morte coletiva.
Que acabará sobrevindo?
O precioso líquido em forma potável se tornará, por sua rareza causada pela insanidade humana, mais um grave fator de guerra. Entretanto, nada temamos. Sirvamos ao Criador por intermédio de Suas criaturas. Por quê?! Porque, como revela João no versículo quarto do capítulo primeiro, referindo-se a Jesus, que é UM com o Pai: “A vida está Nele, e a vida é a Luz do mundo”.
E o que acontece quando a Luz se apresenta? O versículo 5 do mesmo capítulo do Evangelho responde: “A Luz resplandece nas trevas, e as trevas não podem prevalecer contra ela”.
Por isso, afirmo que seguros estamos na Divina Segurança das seguras mãos de Jesus.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com 

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Oração, trabalho e Paz

Paiva Netto

Meu filho mais novo, hoje um adolescente, desde pequenino, ao proferir com nossos familiares e amigos uma breve prece à mesa antes das refeições, sensibiliza a todos com um simples mantra, que poderia resumir grandes compêndios de sabedoria, aquela que compartilha Solidariedade sem fronteiras de qualquer espécie. Exclama o jovenzinho:
“Deus, peço-Te que não falte a comida no prato de ninguém nem no nosso!”.
Por ocasião do Dia do Trabalho, 1o de maio, e diante de desafiadoras lutas que os povos enfrentam pelo mundo, é de muita valia invocar aos Poderes Celestiais análoga súplica: Que não falte o decente meio de ganhar o próprio sustento a nenhum dedicado trabalhador e nem aos nossos familiares! Amém!
Façamos juntos essa rogativa, mas na atuante esperança de que esse “assim seja” encontre, nos planos de governos do mundo, acertadas providências que atendam às urgentes necessidades das populações.
Seres humanos bem empregados e devidamente valorizados em seus esforços são garantia de Paz e sustentável progresso para todos.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

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segunda-feira, 1 de maio de 2017

Dia do Trabalho

Paiva Netto

O primeiro Congresso da LBV dedicado aos Trabalhadores de Boa Vontade ocorreu no Rio de Janeiro/RJ, a 1o de maio de 1983, na sede do Botafogo Futebol e Regatas. A LBV, desde Alziro Zarur (1914-1979), seu saudoso fundador, chama esses milhões de batalhadores de Irmãos Operários de Deus, porque não há incentivo maior do que colocá-los sob a Proteção Divina. É preciso acreditar no brasileiro, que só pede seja respeitado, para que o tão auspicioso milagre aconteça. O povo trabalha! E, se há no Brasil quem não o faça, certamente não é ele.
Naquela ocasião, tendo como lema: “Todos somos iguais perante Deus. O trabalho é que estabelece as diferenças”, assim me expressei: Quem é o exemplo de trabalhador? Jesus, no planeta Terra, porque o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, que é o nosso modelo e em Quem sempre vamos buscar inspiração, disse que o maior de todos é o próprio Deus: “Meu Pai não cessa de trabalhar” (Boa Nova do Cristo, segundo João, 5o:17). Como podemos abrir mão da melhor referência? O mundo carece de bons exemplos. Não existem maiores que Deus e Jesus. (...) Eis, pois, que o Pai Celestial é o Operário-Padrão para o Universo, e o Cristo, para este orbe. Ora, que querem os Irmãos trabalhadores senão uma vida mais digna? E, quando falo neles, não me refiro apenas ao Irmão proletário, mas aos homens e às mulheres de diferentes condições sociais que realmente laboram, porque todos somos operários em nossa existência.
Em 1988, nessa mesma data (1o de maio), encontrava-me na capital fluminense para comandar o 6o Congresso dos Irmãos Operários de Deus. Naquela oportunidade, ao ser entrevistado, comentei com o repórter Lorival Vitorino, da Rádio Nacional:
Espalhou-se no Brasil uma ideia contra a qual me levanto: a de que o brasileiro é malandro. Surpreendentemente há aqueles que, de forma jocosa, divulgam esse ponto de vista, quase que aderindo à calúnia. Ora, quem vemos pelas madrugadas pendurados nos ônibus e trens? Pessoas que só conseguem estar com seus filhos no fim de semana. E quando conseguem!... A gente brasileira labuta, sim senhor! A elite de um país é o seu povo!

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
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