sábado, 8 de dezembro de 2018
sexta-feira, 7 de dezembro de 2018
Reflexão da Boa Vontade
Saudar além dos irmãos
Paiva Netto
Há tempos observo-lhes que a miscigenação do mundo é inevitável.
Da mesma forma, destaco que o Ecumenismo dos Corações é o bom futuro da
humanidade.
As criaturas não sobrevivem adequadamente no isolamento. A
confraternização geral é um legítimo anseio que ignora fronteiras e segue
unindo, apesar dos pesares, etnias, filosofias, religiões, pátrias, enfim, seres espirituais e humanos. Em Sua
passagem pela Terra, Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista,
testemunhou, a todo momento, que esse é o caminho. Uma de Suas Solidárias
Lições ilustra bem isso: “Porque, se
amardes os que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem os publicanos também
assim? Se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem
os gentios também o mesmo?” (Evangelho, segundo Mateus, 5:46 e 47).
Com muita propriedade, ensinou o
saudoso dr. Bezerra de Menezes (1831-1900),
em Evangelho do Futuro, publicado
como folhetim no periódico Reformador,
de 1905 a 1911, sob o pseudônimo Max:
“O bem tem
grande força de expansão! (...) Um povo que tem fé cria-se numa atmosfera moral
em que bebe a força para o cumprimento de todos os deveres, a mais expansiva
força das alegrias da Alma, desde a vida terrena”.
Busquemos, pois, a convivência
planetária firmada no Amor Fraterno e no respeito mútuo, sem esquecer a mais
elevada concepção de Justiça, que promana de Deus.
Identificando o preconceito
Nosso país, ainda que precise avançar muito, incentiva e
trabalha pelo respeito às diferenças. Merecem, portanto, relevância iniciativas
dedicadas a tão nobre finalidade.
A luta histórica de Zumbi
dos Palmares (1655-1695) prossegue, alcançando crescente vitória nas
consciências. O mundo se tornará mais feliz à medida que seus habitantes, sem
exceção, receberem o devido apoio e usufruírem da liberdade seguramente
adjetivada como responsável.
Um importante passo para que haja fraternidade mútua é o
reconhecimento do preconceito, às vezes velado, que a maioria nem percebe que
pratica.
Durante sua participação no programa Conexão Jesus — O
Ecumenismo Divino, da Boa Vontade TV (Oi TV — Canal 212 — e
Net Brasil/Claro TV — Canal 196), o professor doutor Kabengele Munanga, antropólogo do
Centro de Estudos Africanos da Universidade de São Paulo (USP), comentou: “Como o próprio termo diz, preconceito é um
julgamento preconcebido sobre os outros, os diferentes, sobre os quais não
temos, na realidade, um bom conhecimento. O preconceito é um dado praticamente
universal, porque todas as culturas o produzem. Não há uma sociedade que não se
defina em relação às outras. E, nessa definição, nos colocamos numa situação,
achando que somos o centro do mundo: a nossa cultura é a melhor, a nossa visão
do mundo é a ideal, a nossa religião é a melhor. Assim, julgamos os outros de
uma maneira negativa, preconcebida, sem um conhecimento objetivo. A
matéria-prima do preconceito é a diferença”.
Aliás, em Reflexões
da Alma (2003), reafirmei que racismo é obscenidade (assim como
preconceitos sociais, religiosos, científicos ou de qualquer outra espécie).
Vai solapando não somente os esforços da etnia negra, mas também dos brancos
pobres, dos índios, dos imigrantes... É preciso erradicá-lo, pois em seu bojo surgem
os mais tenebrosos tipos de perseguição, que vêm dificultando o estabelecimento
da Paz no planeta.
José de Paiva Netto, jornalista,
radialista e escritor.
Reflexão da Boa Vontade
Quem faz o pão...
Paiva Netto
A Economia não pode ser o reino do
egoísmo. Ora, ela está aí para beneficiar todos os povos, compartilhando
decentemente os bens da produção planetária. Se isso, porém, não ocorre, é
porque se faz necessária uma mudança espiritual-ética de mentalidade, principalmente
pelo prisma do Novo Mandamento de Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino
Estadista, pois ensina que nos devemos amar como Ele nos tem amado: “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim
podereis ser reconhecidos como meus discípulos, se tiverdes o mesmo Amor uns
pelos outros” (Evangelho, segundo João, 13:34 e 35). Senão, os predadores
das multidões podem ganhar a batalha, que a eles no devido tempo, da mesma
forma, consumirá. O desprezo às massas populares é multiplicação de
desesperados. Certamente, alguém já concluiu que quem faz o pão deve, de igual
modo, ter direito a ele. Alerto para o fato de que, se o território não é
defendido pelos bons, os maus fazem “justa” a vitória da injustiça.
Haveremos de assistir ao dia em que a Economia terrestre será
bafejada pelo espírito de Caridade,
porque a Luz de Deus avança pelos mais recônditos ou soturnos ambientes do
pensamento e da ação humanos. Portanto, que
os chamados bons se levantem em nome da Paz e espalhem essa Sublime
Claridade para iluminar a escuridão que ainda campeia pelo mundo. Foi o Divino
Mestre quem afirmou: “Assim também brilhe
a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas obras e glorifiquem
vosso Pai que está nos Céus” (Evangelho, segundo Mateus, 5:16).
Desumanidade gera desumanidade — No meu estudo Cidadania do Espírito (2001), afirmo que
desumanidade gera desumanidade. Aí está, em resumo, a explicação do estado
atual nas diversas regiões do planeta. Porém, com a riqueza de nosso Espírito,
podemos edificar um amanhã mais apreciável. Entretanto, nenhuma reforma será
duradoura se não houver o sentido de Caridade, o respeito ao ser humano e o bom comando das gentes atuando no
coração.
Caridade é a comprovação do supremo poder da Alma ao construir épocas melhores de vida material e espiritual
para os países e seus povos, os Cidadãos
do Espírito. Resta às criaturas aprender em definitivo a enxergar essa
realidade e a desenvolver a compaixão, aliada à Justiça. Desse modo, com o
passar das eras, o mundo abandonará a doença que, pelos milênios, lhe tem feito
tanto mal: a pouca atenção que dá à força do Amor Fraterno, “princípio básico do ser, fator gerador de
vida, que está em toda parte e é tudo”.
Sobre o sublime ato de se doar ao
próximo e suas consequências sociais, assim se manifestou o pensador político
francês Alexis de Tocqueville
(1805-1859), autor de A Democracia na
América: “A caridade individual se
dedica às maiores misérias, procura o infortúnio sem publicidade e, de maneira
silenciosa e espontânea, repara os males. Ela se faz presente onde quer que
haja um infeliz a ser resgatado e cresce junto com o sofrimento. (...) Pode
produzir somente resultados benéficos. (...) Alivia muitas misérias, sem
produzir nenhuma.
Identificação no Bem de norte a sul, de leste a oeste — Enquanto os governos não chegam às “soluções definitivas”
para a miséria, que cada criatura, por iniciativa pessoal ou em comunidades, faça mais do que puder — e não o deixe
de realizar — pelo semelhante, pondo em ação o poderoso espírito associativo de
Caridade, tão apregoado e vivido por Jesus,
Muhammad, Moisés, Buda, Onisaburo, Confúcio, Gandhi e
outros luminares da História não somente do campo religioso.
José de Paiva Netto, jornalista,
radialista e escritor.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2018
Reflexão de Boa Vontade
O big
bang é o Operacional Divino
Paiva Netto
Considerando
o sentido de Eternidade, o Universo nunca foi criado, jamais teve princípio nem
terá fim, porque ele sempre existiu e existirá em Deus. Isso não significa
dizer que o Universo é Deus, mas que, em potencial, sua existência sempre foi
uma realidade. Qualquer acontecimento, digamos que representado pelo big bang, do dr. George Gamow (1904-1968), é apenas o Operacional Divino para
determinada ocasião. Muitos Universos já existiram, porque a presença de Deus é
permanente, como o moto-contínuo, cuja equação procurada é o Amor, que é
justamente o próprio Deus (Primeira Epístola de João, 4:8).
Para
que se faça mais bem entendido aos que me honram com sua atenção, em meus
livros Reflexões da Alma (2003) e É Urgente Reeducar! (2010), apresentei
algumas de minhas modestas concepções do Criador, desenvolvendo raciocínio
nestes termos:
(...)
Um dos maiores óbices a serem vencidos pelos seres humanos na grande trajetória
para a compreensão de Deus, sob o
ponto de vista da Ciência, é deliberar a respeito de que estão pesquisando:
sobre Que ou Quem? Ou sobre o Deus Quem e/ou Quê? (não o quê, como
uma lata na rua, ou um pedaço de papel rasgado), todavia um Quê Divino, o qual, quando a Ciência O
decifrar, abrirá, a si mesma, horizontes em dimensões múltiplas da Sabedoria e
da Moral quintessenciadas. (...)
Em
tudo isso, uma condição conciliatória se faz primordial: o raciocínio humano
não pode ficar limitado ao que foi, até agora, descoberto em laboratório,
concluído pelos cálculos ou pela Fé que não ousa se deparar com a Razão. Como
propunha Allan Kardec (1804-1869): “Fé inabalável é aquela que pode encarar
frente a frente a Razão, em todas as épocas da Humanidade”.
O
Talmud, livro sagrado dos judeus, é
muito claro ao demonstrar a necessidade de homens e mulheres da Fé e da Razão
serem humildes ao procurar e proclamar a Verdade: “O profeta orgulhoso perde as suas profecias; o sábio orgulhoso, a sua
sabedoria”.
José de Paiva Netto, jornalista,
radialista e escritor.
____________________________________
Serviço — Tesouros da Alma
(Paiva Netto), 304 páginas. À venda nas principais livrarias.
quarta-feira, 21 de novembro de 2018
Templo do Ecumenismo Divino
Paiva
Netto
Vem o tempo em que todos compreenderemos a
importância da prática de um frutuoso e fraterno inter-relacionamento
espiritual, social, religioso, político, científico, filosófico, esportivo etc.
É uma questão de estratégia de sobrevivência, que tem na Economia da
Solidariedade Espiritual e Humana indispensável alicerce. Insisto nesse caminho
desde a década de 1980, quando defendi essa tese na Folha de S. Paulo.
É solução compatível com a Humanidade que precisa ter humanidade com ela mesma.
Para sairmos vitoriosos, considero muito útil
ouvirmos, em nossas Almas, a Inspiração de Deus ou — para os que ainda não
descobriram o Pai Celestial — dar atenção ao bom senso da Paz. Aliás, de forma
instintiva, as criaturas sempre procuram como parâmetro uma Experiência
Superior.
Visando atender igualmente a esse anseio, fundei em
Brasília, no dia 21/10/1989, o Templo da Boa Vontade (TBV). Nas Sagradas
Diretrizes Espirituais da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo (1987),
destaquei Quatro Pilares que regem nossas ações: Ecumenismo
Irrestrito, Ecumenismo Total, Ecumenismo dos Corações e Ecumenismo Divino.
Apresento hoje a vocês o que fundamenta o TBV na
sua expressão de Templo do Ecumenismo Divino. Trata-se do contato
socioespiritual entre a criatura e seu Criador. (...) Portanto, falo da
universalização do ser humano, que se integra na sua Origem Divina, tornando-se
o Ser Humano-Vertical, quer dizer, o Ser Humano-Espiritual, ou mais: o Ser
Humano-Espírito. É o fim do império da matéria, pela pura e simples
compreensão de que ela não existe (porquanto o próprio átomo é cheio de espaços
vagos). Daí eu já ter afirmado que matéria também é Espírito.
Aparecida Liberato
Em visita ao Conjunto Educacional Boa Vontade, em
São Paulo/SP, nossa amiga Aparecida Liberato, numeróloga e
escritora, comentou sobre sua visita ao Templo da Paz e seus 25 anos, à época,
celebrávamos o Jubileu de Prata da Pirâmide das Almas Benditas, dos Espíritos
Luminosos: “Foi dos momentos mais incríveis que passei. Um Templo que
tem toda uma história e uma ligação com números. É um lugar que recebe a todos.
Lembro-me de que estava fazendo o caminho da Espiral e o quanto consegui
retroceder no meu passado e pensar em mim mesma, me destituir de tudo que não
era bom para mim. Quando terminei, estava tão leve e inspirada! Meus parabéns
para o TBV, para o Paiva Netto e para essa gente maravilhosa que está no mundo
inteiro e que comunga nesse valor de fraternidade!”
Faça também a sua peregrinação ao Templo da Boa
Vontade! Ele está situado na Quadra 915 Sul, em Brasília/DF, Brasil.
José de Paiva Netto, jornalista,
radialista e escritor.
Assinar:
Postagens (Atom)


