quarta-feira, 1 de abril de 2020


REFLEXÃO DE BOA VONTADE

Jesus vence as procelas do mundo
Paiva Netto

Por pior que seja a tormenta, Jesus sempre conduzirá e fortalecerá os que, amando-O e perseverando além do fim, encontrarão as soluções para as dores dos povos, pois Ele calará os ventos, acalmará os mares e estabelecerá uma duradoura bonança. Vamos à extraordinária passagem bíblica que motiva essas nossas reflexões:

Jesus aplaca a tempestade
(Evangelho, consoante Mateus, 8:23 a 27; Marcos, 4:35 a 41; e Lucas, 8:22 a 25)

“Aconteceu que, num daqueles dias, Jesus tomou uma barca, acompanhado pelos Seus discípulos. E eis que se levantou no mar tão grande tempestade de vento que as ondas cobriam a barca, enquanto Jesus dormia na popa, sobre um travesseiro. Os discípulos O acordaram aos brados, dizendo: Salva-nos, Senhor, porque nós vamos morrer! E Jesus lhes respondeu: Por que temeis, homens de pequena fé? Então, erguendo-se, repreendeu os ventos e o mar; e se fez grande bonança. Aterrados e cheios de admiração, os discípulos diziam uns aos outros: Afinal, quem é este, que até o vento e o mar Lhe obedecem?

Jamais desistir do Bem
A Esperança não morre nunca! Essa inspiração me veio à mente, no início da década de 1980, ao assistir, na televisão, a um moço dizer ter perdido a fé no futuro. Não me considero poeta. Mas tomei da caneta e ousei estes simples e despretensiosos versos, depois musicados pelo maestro legionário Vanderlei Pereira:

A Esperança não morre nunca!
A Esperança
não morre nunca!
Nunca!
Não morre, não!
Pois, como a Vida,
que é eterna,
mãe tão fraterna,
pode morrer?!
Não, não morre
nunca!
Não morre, não,
a Esperança no coração!
A Esperança é Jesus!

Combater a apatia
Pelas veredas da existência espiritual-humana, quantas vezes nos deparamos com dificuldades, das quais — pensávamos todos — não haveríamos de restar? “Ah, meu Deus, que situação! Se eu vou nessa direção, crio problemas aqui; se vou em frente, crio problemas na direção oposta; se viro pra cá, aborreço esse ou aquele”.

Aí você vai dormir, toma um bom banho quente ou frio (conforme o gosto) e, no outro dia, descobre uma solução ou aparecem outras demandas para resolver e, então, se surpreende: “Ih, até havia esquecido: aquilo que me parecia uma enormidade já passou! Aquela outra situação teve um bom desfecho! Já sei como superar tal percalço!”

Não se trata de um passe de mágica, tampouco incentivo a quem quer que seja a desviar a cara dos desafios reais que se apresentam. Todavia, quando estamos decididamente empenhados em defrontar os embates diários, os Amigos Espirituais — conhecidos ainda por Almas Benditas, Espíritos Guias, Numes Tutelares... — também operam os seus feitos e se aproximam de nós com elevadas sugestões, intuindo-nos a enxergar caminhos antes despercebidos. Basta acreditar nesse apoio invisível e estabelecer uma sintonia sublime com nossos Anjos Guardiães para, de fato, contar com eles.

No entanto, ainda há alguns — e respeitamos os seus motivos — que acidamente retrucam: “Eu não creio nessa coisa de Esperança”.

Porém, qual o contraponto em suas propostas? Com frequência, recorre-se a um vazio existencial. Contudo, não podemos aceitar o desalento, o derrotismo, a apatia, o desprezo da criatura por si própria e por seus pares como saídas para quaisquer crises. Sempre tem de haver Esperança! E, acima de tudo, a firme vontade de sobrepujar as intempéries da vida. A questão é querer fazer o Bem, fazer, mas fazer certo!

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
                                                                paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com 

domingo, 15 de março de 2020

Paiva Netto

Em todo mês de março, mundialmente é comemorado o Dia do Rim. A iniciativa tem como prioridade a prevenção da Doença Renal Crônica (DRC), fornecendo informações sobre a importância do diagnóstico precoce e quanto aos cuidados com os fatores de risco, entre eles a hipertensão arterial, o diabetes mellitus, a obesidade, o tabagismo e a presença de histórico familiar de doença renal.
Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), em 2015, mais de 1,5 milhão de pessoas estiveram em terapia renal substitutiva (Diálise Peritoneal, Hemodiálise ou Transplante Renal), sendo 100 mil só no Brasil. Segundo o Censo SBN de 2017, no Brasil, houve um aumento de 26 mil pessoas em terapia renal substitutiva.
O dr. Daniel Rinaldi dos Santos, ex-presidente da SBN, ressaltou que, “através de exames extremamente simples, você consegue detectar precocemente se é portador de alguma alteração renal e tomar medidas preventivas para evitar a evolução da doença”. Portanto, não deixemos para amanhã providências que podem impedir graves problemas.
Em 2014, ao comentar a campanha de conscientização da SBN realizada naquele ano, mas que continua com o seu recado sempre atual, o conhecido nefrologista afirmou: “Uma das coisas que a equipe da Sociedade Internacional [de Nefrologia] está preconizando é que se comemore o Dia Mundial do Rim, bebendo um copo d’água! Uma forma de lembrar que a água faz bem para o rim. Todo mundo brindar com um copo d’água!”
Para outras informações, acesse os siteswww.sbn.org.br e www.boavontade.com.

Saúde espiritual e material
Os rins devem ser muito bem tratados. Do seu bom funcionamento depende a saúde geral do organismo. Ao filtrar o sangue, tirando-lhe as impurezas, torna-se um parceiro indispensável do coração que, por sua vez, faz o fluido vital circular pelo corpo.
Não é por acaso que esses dois órgãos estão destacadamente mencionados nas Escrituras Sagradas. No Apocalipse de Jesus, 2:23, temos a famosa passagem em que o Médico Celeste declara: “Todas as igrejas conhecerão que Eu sou aquele que sonda rins e corações. E retribuirei a cada um segundo as suas obras”. Ele conhece bem o nosso íntimo e os processos com que nos intoxicamos e desintoxicamos, porque os rins (como de certo modo o fígado) são os filtros do corpo. Espiritualmente falando, ocorre o mesmo.
É possível observar que o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, nos avalia de acordo com o que produzimos, de bom ou de mau, resultante de nossas emoções (coração) e pensamentos (rins). Contudo, fica subentendido ainda que a qualidade da saúde será um reflexo do tratamento dado a essa admirável engenharia fisiológica (corpo humano) que serve ao Espírito de instrumento para evolução na Terra.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

sexta-feira, 13 de março de 2020

Tônus divino da maternidade

Paiva Netto

Inicio estas linhas pedindo a Maria Santíssima, a Excelsa Mãe de Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, que leve aos corações humanos o sublime conforto do seu Espírito materno. É o acolhimento universal que faz brilhar o elevado conceito de família que nos deve reger. E que ampare os povos da Terra, guiando-os na direção da Paz.
Seja no Dia das Mães, seja no Dia da Mulher, ou em qualquer data do ano, quero saudá-las e, assim, prestar-lhes minha homenagem, porque quem forma a pátria são elas. Algumas, que me dão a honra de sua leitura, podem argumentar: “Mas eu não sou mãe”. Não é?! Ora, toda mulher traz dentro de si o tônus divino da maternidade. Quantas não possuem filhos e, no entanto, suas Almas são preenchidas pelo Amor de dedicar-se ao próximo ou mesmo a uma Obra como a Legião da Boa Vontade? O que é a LBV senão uma grande mãe?

Mãe, família e nações
Nenhuma instituição estável se sustenta e cresce sem mulheres estáveis, decididas, porque aprenderam a sublimar os seus mais íntimos sofrimentos, transformando-os em significativas realizações em prol da humanidade, segundo o exemplo de Maria Santíssima.
Aqueles que querem desvalorizar o sentido da família não sabem o que estão fazendo. O clã primitivo foi o primeiro núcleo familiar. Dele se formaram as comunidades e surgiu a sociedade. Como querer o fortalecimento das nações se não respeitarmos as famílias?
O papel da Mulher é tão importante, que, mesmo com todas as obstruções da cultura machista, nenhuma organização que queira sobreviver — seja ela religiosa, política, filosófica, científica, empresarial ou familiar — pode abrir mão de seu apoio. Ora, a Mulher, bafejada pelo Sopro Divino, é a Alma de tudo, é a Alma da Humanidade, é a boa raiz, a base das civilizações. Ai de nós, os homens, se não fossem as mulheres esclarecidas, inspiradas, iluminadas!
Às mulheres do Brasil e do mundo, a nossa saudação pela data tão especial: 8 de março. Apesar de que, na LBV, todo dia é dia da aguerrida Mulher de real Boa Vontade.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

quinta-feira, 12 de março de 2020


Síndrome de Down
Paiva Netto

Em 2011, a Comissão da Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU) adotou, por consenso, o projeto de resolução apresentado pelo Brasil, intitulado “World Down Syndrome Day” (Dia Mundial da Síndrome de Down). A ONU endossou a proposta brasileira e propôs que os estados membros comemorassem a data com a adoção de medidas para promover maior conhecimento sobre a Síndrome de Down. Desde 2012, portanto, tem sido celebrada em todo o mundo no dia 21 de março.
A Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 5% da população de um país em tempo de paz apresenta algum tipo de deficiência intelectual. No Brasil, isso corresponde a quase 10 milhões de pessoas. Entre as mais conhecidas está a síndrome de Down.

Recomendações aos pais e educadores
Em entrevista ao programa Sociedade Solidária, da Boa Vontade TV (Oi TV — Canal 212 — e Net Brasil/Claro TV — Canais 196 e 696), a terapeuta ocupacional Fabiana Alencar, especialista no assunto, abordou algumas recomendações aos pais e educadores no trato com crianças com deficiência intelectual.
Por natureza, a criança com síndrome de Down tem um processo de desenvolvimento mais lento. Contudo, se houver uma intervenção precoce, com o imprescindível apoio da família, ela vai longe. “Hoje é muito comum ver pessoas com síndrome de Down trabalhando e, até mesmo, se casando”, esclareceu ela.
Porém, faz uma ressalva: apesar dos avanços, o portador da deficiência necessitará, durante toda a vida, de alguns cuidados especiais, “até por conta do comprometimento intelectual, da dificuldade em compreender as regras sociais. Entretanto, é uma pessoa que pode (tendo uma supervisão) morar numa residência apoiada. É importante trabalhar essas crianças vislumbrando que, no futuro, elas possam fazer sua própria comida, cuidar das suas roupas, lidar com dinheiro, mas é preciso ensiná-las e supervisioná-las sempre”, pontuou a terapeuta.
É notório o amadurecimento da sociedade com relação aos direitos e ao desenvolvimento de pessoas com deficiência. As escolas especiais ainda existem, mas as regulares já disponibilizam vagas para crianças com deficiência intelectual. “Trabalhei numa instituição de educação especial, e era impressionante. Tínhamos adultos de 20, 30 anos, que passaram a vida inteira nela, porque não tinham outra oportunidade. Hoje se vislumbram algumas coisas diferentes para essa geração de pessoas com síndrome de Down, que para as outras não eram tão comuns. Nos dias atuais, a criança com deficiência está na escola para, quando ela se formar, poder, por exemplo, trabalhar. Já temos pessoas com síndrome de Down que conseguiram entrar para a faculdade”, conta Fabiana.
Sobre os desafios da integração dessas crianças no universo escolar, explicou que “elas, desde muito cedo, em geral, fazem acompanhamento com fisioterapeuta, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional. Uma vez ingressando na escola, já vão ter um arcabouço de vivências, de conceitos e de conhecimento; porém, quando o processo começa a se desenvolver, é muito importante o trabalho terapêutico com a escola”. E esclareceu: “A gente procura trabalhar sempre, por exemplo, a repetição; para essas crianças a repetição é muito importante. Muitas vezes o material que elas vão usar é diferente do dos coleguinhas, mas elas precisam disso, e a escola tem que ter disponibilidade de mudar, de tentar outros caminhos. Às vezes, algumas professoras falam: ‘Ah, mas eu nunca tive experiência com isso, não tenho formação para isso’. A formação, lógico, é importante! Mas também é valiosíssimo ter disposição de mudar”.
Meus agradecimentos à terapeuta ocupacional Fabiana Alencar. O tema nos remete ao respeito às diferenças, passo primacial para o surgimento da tão sonhada Sociedade Solidária Altruística Ecumênica.

                                                                     José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

quarta-feira, 11 de março de 2020


Orar fortalece a quem ora
 Paiva Netto

Paulo Apóstolo, em sua Epístola aos Romanos, 8:38 e 39, com grande eloquência, nos revela que “nada nos poderá separar do Amor de Deus”; portanto, da Essência do Criador, que é a Sua verdadeira e única Face a se manifestar em todos os Universos, porquanto o deus humano, com seus inúmeros defeitos, em nada O representa, pois inexiste: “Porque estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do Amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor!”
E o Amor Fraterno é um dos mais potentes dispositivos da Justiça Celeste.
Que possamos, portanto, enfrentar os nossos desafios diários com a força do Amor do Divino Mestre. Iluminemo-nos com a Oração Ecumênica que Jesus nos deixou, o Pai-Nosso. Orar é viver a Lei de Deus a todo momento, porque fala ao coração, e este é a porta de Deus em nós.
Qualquer pessoa, até mesmo um Irmão ateu (por que não?!), pode proferir o Pai-Nosso, sem que se sinta constrangida. Ele não se encontra restrito a crença alguma, por ser uma súplica universal, consoante o abrangente espírito de Caridade do Cristo Ecumênico, o Excelso Estadista.

Deus não é o falibilíssimo Júpiter
Todos nós necessitamos, durante a vida, de instantes que sejam de elevação espiritual, filosófica, moral, religiosa, política, artística, esportiva, mental, como o quiserem... e muitos bons frutos serão alcançados. E aqui está a excelente oportunidade. Não somos todos filhos de Deus?! O terrível mal ainda deste mundo é o de que muitos confundem o Criador com Júpiter, figura imaginária que tinha mil defeitos, ou com outros deuses, que carregavam milhões de falhas. Temos de livrar a nossa mente e o nosso Espírito dessa ideia preconcebida do deus antropomórfico. Deus não tem nada a ver com Júpiter. Este é criação do ser humano e espelha as suas imperfeições. É só pensar que, antes de tudo, somos seres espirituais, e que nos podemos tornar Almas benditas ou Espíritos luminosos, diante de Deus, pelos nossos melhores frutos, pois o Cristo reitera, no Apocalipse, 20:13, a Lei das Obras: “(...) E foram julgados, um por um, segundo as suas obras”.
A oração — ou, se preferirem, a reza — é o filho que se dirige ao Alto quando crê na existência do Pai-Mãe Celestial ou é o indivíduo a dialogar com a sua elevada condição de criatura vivente. O Pai-Nosso é a Prece Ecumênica por excelência.
Vamos, portanto, falar com Deus, entoando a Oração de Nosso Senhor Jesus Cristo, que se encontra no Seu Evangelho, segundo Mateus, 6:9 a 13:

A Oração Ecumênica de Jesus
Pai Nosso, que estais no Céu [e em toda parte ao mesmo tempo], santificado seja o Vosso Nome.
Venha a nós o Vosso Reino [de Justiça e de Verdade].
Seja feita a Vossa Vontade [e humildemente dizemos: jamais a nossa vontade, porque ainda estamos aprendendo a tê-la com toda a correção], assim na Terra como no Céu.
O pão nosso de cada dia dai-nos hoje [o pão transubstancial, que está além da matéria, a comida que não perece, o alimento para o Espírito, porque o pão para o corpo, iremos consegui-lo com o suor do nosso rosto].
Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoarmos aos nossos ofensores.
E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal, porque Vosso é o Reino, e o Poder, e a Glória para sempre.
Amém!

Firmados no Conhecimento Divino, temos plena convicção de que tudo melhorará para todos nós.
Aprendemos nessa maravilhosa oração de Jesus que podemos ter certeza de que seremos vitoriosos, se estivermos em nome de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, sempre dispostos a trabalhar pelos semelhantes.
Por isso, há décadas, nossa querida Legião da Boa Vontade (LBV), fundada em 1o de janeiro (Dia da Paz e da Confraternização Universal) de 1950, por Alziro Zarur (1914-1979), segue firme no seu propósito da Caridade Completa — Material e Espiritual (revelada por Zarur em preciosas gravações originais na voz dele, que mantemos no ar) até os dias que correm e seguirá pelos séculos dos séculos. Amém!
Quem confia em Jesus não perde o seu tempo, porque Ele é o Grande Amigo que não abandona amigo no meio do caminho!
Quanto mais perto de Jesus, mais longe dos problemas!
Se nos esquecermos de Jesus, qualquer coisa que pensarmos, dissermos ou fizermos será perda de tempo!
Servir a Jesus não é sacrifício. É privilégio!
É o que digo a vocês que trazem a sua contribuição fiel à LBV, à Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, aos que nos ouvem pelo Rádio, assistem pela TV, acompanham pela internet, leem nossas palavras nos livros, nas publicações legionárias; enfim, a todos os que nos ajudam em tudo o que realizamos, inspirados pela Boa Vontade Divina, pelo bem do Brasil e da humanidade.
Que a Paz de Deus esteja agora e sempre com todos!
Amém!
Ora vem, Senhor Jesus!


                                                    José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.


terça-feira, 10 de março de 2020


REFLEXÃO DE BOA VONTADE
Orar = meditar
Paiva Netto

É indispensável orar e vigiar (Evangelho, segundo Mateus, 26:41), mormente nas ocasiões de crise, qualquer que seja o local ou o instante. A dor não aguarda oportunidade para bater à porta do nosso coração.
E a prece não é somente útil nos transes dramáticos da vida, mas essencial também na hora de buscar as soluções para os desafios de ordem filosófica, política, econômica, científica, religiosa, artística, esportiva, pública, doméstica etc.
Orar e meditar têm exata correspondência. Ser humilde, perante a Verdade, é conduta imprescindível. Assim pensava o notável professor e missionário metodista Eli Stanley Jones (1884-1973), que permaneceu largo período de sua vida na Índia e visitou várias vezes o Brasil: “A humildade é a essência da Criação Divina. A primeira providência para o encontro com Deus é liquidar com o orgulho. (...) Quando a pretensão termina, o poder tem início”.
Convém igualmente recordar esta advertência de Confúcio (551-479 a.C.): “Pague a Bondade com a Bondade, e o mal com a Justiça”.
É oportuno, porém, destacar que o mestre de Mêncio (372-289 a.C.) não falava de revanche, mas de Justiça.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com 

segunda-feira, 9 de março de 2020


Não temos outra morada física senão a Terra

Paiva Netto

Andamos alegremente esquecidos de que somos criaturas dependentes da Mãe Natureza; portanto, devemos cuidar muito bem dela. Quanto às Profecias Bíblicas, a exemplo do Sermão Profético de Jesus (Evangelho, segundo Mateus, capítulo 24) e do Apocalipse, não são para apavorar. Pelo contrário, servem de aviso milenário. Assustador é o que faz o ser humano. As predições são alertamentos de Deus a respeito deste fato: se prosseguirmos como vamos indo, usando mal o nosso livre-arbítrio, as consequências serão tais, tais e tais. As admoestações dos Profetas, pois, não são para atemorizar ou mesmo “visões” de quaisquer doidivanas. Na verdade, debiloide é a ação de gente considerada prática, e que de prática não tem nada, mas, sim, de gananciosa e suicida, porquanto não temos outra morada a não ser este sofrido planeta, cuja paciência vai-se flagrantemente esgotando. Razão por que Jesus, o Profeta Divino, no Seu Evangelho, consoante Mateus, 24:21, diz, ao se referir à Grande Tribulação, que esta será como nunca vista, desde a fundação do mundo, nem jamais se repetirá. Tal fato de tamanha envergadura não se deu na Terra ainda. Pelo menos no período em que nós, seres humanos, passamos a habitar sobre a sua face. E aqui a transcrição do versículo 22: “Se Deus não abreviasse aqueles dias, nem os escolhidos seriam salvos”. Mas haverá sobreviventes, sim, pois o Cristo, o Supremo Governante do planeta Terra, não assinou o plano de destruição deste orbe pelos homens enlouquecidos. E mais: Quem Nele confia não perde o seu tempo, porque Jesus é o Grande Amigo que não abandona amigo no meio do caminho.

                                                    José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.