terça-feira, 7 de setembro de 2021

 

A virtude da temperança

Paiva Netto

 

Não haverá Paz duradoura enquanto prevalecerem privilégios injustificáveis, que desonram a condição humana, pela ausência de Solidariedade, que deve iluminar homens e povos. Escreveu Pierre-Joseph Proudhon (1809-1865): “A paz obtida com a ponta de uma espada não passa de uma simples trégua”. Por isso, nestes milênios de “civilização”, milhões morreram sob a chacina das armas, da fome e da doença. (...)

Jesus sempre pregou e viveu a Fraternidade Ecumênica. Como realmente acreditamos no Divino Chefe, temos de batalhar pelo que apresentou como solução para os tormentos que ainda afligem as nações. A temperança é virtude indispensável nesta peleja. Entretanto, diante dos desafios, não confundamos pacifismo com debilidade de caráter.

Bem a propósito, estas palavras da autora Eleanor L. Doan (1914-2010): “Qualquer pusilânime pode louvar a Cristo, todavia é preciso ânimo forte para segui-Lo”. 

Não podemos também nos esquecer dos exemplos dos cristãos primitivos, mas, sim, neles buscar a vivência que precisa ser repetida neste mundo, qual seja, a da Paz: “Da multidão dos que creram, era um o coração e a alma. (...) E assim, perseguidos por todos os meios, passaram a viver em comunidade, não havendo necessitados entre eles, porque todos se socorriam, cada qual com o que possuía” (Atos dos Apóstolos de Jesus, 4:32 a 34).

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

 

 

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Meio ambiente e Apocalipse

Paiva Netto

 

Dezesseis de setembro é o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio, da qual dependemos para não morrer torrados. Sem ela, ficaríamos completamente vulneráveis aos raios ultravioleta emitidos pelo Sol. Alertamento que podemos divisar no Apocalipse de Jesus, em “O Quarto Flagelo”, 16:8 e 9: “O quarto Anjo derramou a sua taça sobre o Sol, e lhe foi dado afligir os homens com calor e fogo. Com efeito, os homens se queimaram com o intenso calor, e blasfemaram o nome de Deus que tem a autoridade sobre estas pragas, e não se arrependeram para lhe darem glória”. Voltarei ao assunto.

Em 21/9, comemoramos o Dia da Árvore. Destaco, por oportuno, a iniciativa, de abrangência global, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. No site da United Nations Environment Programme (www.unep.org), encontramos detalhes dessa desafiadora empreitada: “Pessoas, comunidades, empresas, indústrias, organizações da sociedade civil e governos são incentivados a fazer um compromisso de participação on-line. A campanha encoraja o plantio de árvores nativas e árvores que são apropriadas para o meio ambiente local. Até o final de 2009, mais de 7,7 bilhões de árvores já tinham sido plantadas no âmbito desta campanha – muito acima da meta de 7 bilhões de árvores – por participantes de 170 países. (...) As árvores desempenham um papel crucial como componentes fundamentais da biodiversidade que constitui a base das redes da vida e dos sistemas, permitindo-nos saúde, bens, alimentação, combustível e outros serviços ecossistêmicos dos quais a nossa vida depende. Elas ajudam a fornecer ar puro, água potável, solos férteis e um clima estável. Os bilhões de árvores plantadas por meio do esforço coletivo dos participantes da campanha contribuirão significativamente para a biodiversidade em todo o planeta”.

O Brasil, muitas vezes castigado com a seca e as queimadas, tem muito a recuperar de sua flora destruída pelos incêndios, grande parte deles lamentavelmente provocada pelo próprio ser humano.

E não fechemos nossos ouvidos ao Cerrado brasileiro, que segue pedindo socorro. Sua extinção traria graves consequências para todos.

 

Preservação da Natureza

A LBV desenvolve em suas unidades socioeducativas a consciência ambiental desde a mais tenra idade.

Há décadas, a Legião da Boa Vontade desenvolve diversas campanhas educativas pela preservação da Natureza. Na Super Rede Boa Vontade de Comunicação (TV, rádio, publicações e internet), é divulgado com frequência conteúdo sobre o tema. Por meio de entrevistas e reportagens, dá-se ênfase às atividades que visam diminuir o impacto das ações humanas no meio ambiente, além do incentivo ao plantio de árvores.

 

Fé, Esperança e Vida Eterna

Não obstante os benefícios para a qualidade de vida dos seres vivos de nossa morada coletiva, a árvore, durante milênios, foi considerada símbolo de fé, esperança e poder. Resumindo: Vida e Espiritualidade. No Antigo Testamento da Bíblia Sagrada, o Profeta Jeremias (17:7 a 10) prediz: “Bendito o homem que confia no Senhor e cuja esperança é o Senhor. Porque ele é como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e, no ano de sequidão, não se perturba, nem deixa de dar fruto. Enganoso é o coração humano, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o poderá compreender? Eu, porém, que sou o Senhor, sondo rins e corações, a fim de recompensar a cada um segundo o seu comportamento e os frutos de suas ações”.

Já na Nova Escritura, o Evangelista João registra no capítulo 15, versículo 5, este ensinamento basilar do Cristo Ecumênico, o Divino Estadista: “Eu sou a Árvore, vós sois os ramos. Quem comigo permanece e Eu nele, esse dá muito fruto. Nada podereis fazer sem mim”.

O livro que fecha a Bíblia, o Apocalipse de Jesus, na Sétima Bem-Aventurança, 22:14, anuncia: “Bem-Aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que lhes assista o direito à Árvore da Vida Eterna, e entrem na cidade pelas portas”.

Essas são algumas das muitas passagens em que a palavra “árvore” é citada nos textos bíblicos, convidando-nos a refletir sobre o respeito e admiração que devemos ter para com esse ser vivo, aliás, fundamental para a sobrevivência de todos nós.

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

 


domingo, 5 de setembro de 2021

 

Meio ambiente e Apocalipse

Paiva Netto

 

Dezesseis de setembro é o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio, da qual dependemos para não morrer torrados. Sem ela, ficaríamos completamente vulneráveis aos raios ultravioleta emitidos pelo Sol. Alertamento que podemos divisar no Apocalipse de Jesus, em “O Quarto Flagelo”, 16:8 e 9: “O quarto Anjo derramou a sua taça sobre o Sol, e lhe foi dado afligir os homens com calor e fogo. Com efeito, os homens se queimaram com o intenso calor, e blasfemaram o nome de Deus que tem a autoridade sobre estas pragas, e não se arrependeram para lhe darem glória”. Voltarei ao assunto.

Em 21/9, comemoramos o Dia da Árvore. Destaco, por oportuno, a iniciativa, de abrangência global, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. No site da United Nations Environment Programme (www.unep.org), encontramos detalhes dessa desafiadora empreitada: “Pessoas, comunidades, empresas, indústrias, organizações da sociedade civil e governos são incentivados a fazer um compromisso de participação on-line. A campanha encoraja o plantio de árvores nativas e árvores que são apropriadas para o meio ambiente local. Até o final de 2009, mais de 7,7 bilhões de árvores já tinham sido plantadas no âmbito desta campanha – muito acima da meta de 7 bilhões de árvores – por participantes de 170 países. (...) As árvores desempenham um papel crucial como componentes fundamentais da biodiversidade que constitui a base das redes da vida e dos sistemas, permitindo-nos saúde, bens, alimentação, combustível e outros serviços ecossistêmicos dos quais a nossa vida depende. Elas ajudam a fornecer ar puro, água potável, solos férteis e um clima estável. Os bilhões de árvores plantadas por meio do esforço coletivo dos participantes da campanha contribuirão significativamente para a biodiversidade em todo o planeta”.

O Brasil, muitas vezes castigado com a seca e as queimadas, tem muito a recuperar de sua flora destruída pelos incêndios, grande parte deles lamentavelmente provocada pelo próprio ser humano.

E não fechemos nossos ouvidos ao Cerrado brasileiro, que segue pedindo socorro. Sua extinção traria graves consequências para todos.

 

Preservação da Natureza

A LBV desenvolve em suas unidades socioeducativas a consciência ambiental desde a mais tenra idade.

Há décadas, a Legião da Boa Vontade desenvolve diversas campanhas educativas pela preservação da Natureza. Na Super Rede Boa Vontade de Comunicação (TV, rádio, publicações e internet), é divulgado com frequência conteúdo sobre o tema. Por meio de entrevistas e reportagens, dá-se ênfase às atividades que visam diminuir o impacto das ações humanas no meio ambiente, além do incentivo ao plantio de árvores.

 

Fé, Esperança e Vida Eterna

Não obstante os benefícios para a qualidade de vida dos seres vivos de nossa morada coletiva, a árvore, durante milênios, foi considerada símbolo de fé, esperança e poder. Resumindo: Vida e Espiritualidade. No Antigo Testamento da Bíblia Sagrada, o Profeta Jeremias (17:7 a 10) prediz: “Bendito o homem que confia no Senhor e cuja esperança é o Senhor. Porque ele é como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e, no ano de sequidão, não se perturba, nem deixa de dar fruto. Enganoso é o coração humano, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o poderá compreender? Eu, porém, que sou o Senhor, sondo rins e corações, a fim de recompensar a cada um segundo o seu comportamento e os frutos de suas ações”.

Já na Nova Escritura, o Evangelista João registra no capítulo 15, versículo 5, este ensinamento basilar do Cristo Ecumênico, o Divino Estadista: “Eu sou a Árvore, vós sois os ramos. Quem comigo permanece e Eu nele, esse dá muito fruto. Nada podereis fazer sem mim”.

O livro que fecha a Bíblia, o Apocalipse de Jesus, na Sétima Bem-Aventurança, 22:14, anuncia: “Bem-Aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que lhes assista o direito à Árvore da Vida Eterna, e entrem na cidade pelas portas”.

Essas são algumas das muitas passagens em que a palavra “árvore” é citada nos textos bíblicos, convidando-nos a refletir sobre o respeito e admiração que devemos ter para com esse ser vivo, aliás, fundamental para a sobrevivência de todos nós.

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

 

sábado, 4 de setembro de 2021

 

Construir a Paz Global

Paiva Netto

 

A crescente violência urbana, a irresponsabilidade no trânsito, que segue multiplicando vítimas, as relações fragilizadas entre determinados países, a fome em muitas partes do planeta, enfim, esses e outros fatores indicam que se deve repensar atitudes e providências na construção cotidiana da paz global.

Na nova edição do meu livro Jesus e a Cidadania do Espírito (2019), comento que, em certos casos, o fim da guerra fria em pouco ou nada arrefeceu rancores e ódios humanos, sociais, políticos, econômicos, religiosos. O 32o presidente dos Estados Unidos, Franklin Delano Roosevelt (1882-1945), em 5 de setembro de 1939, após a lamentável irrupção da Segunda Guerra Mundial — que ocorreu em 1o de setembro, com a invasão da Polônia pelas tropas alemãs de Adolf Hitler (1889-1945) —, dirigiu-se ao povo norte-americano em discurso transmitido pelo rádio, destacando: “Quando a paz é quebrada em qualquer lugar, a paz de todos os países de todos os lugares é ameaçada”.

Conforme escrevi em Reflexões e Pensamentos — Dialética da Boa Vontade (1987) e também na Folha de S.Paulo, em 11 de dezembro de 1988, o combate à violência no mundo começa na luta contra a indiferença à sorte do vizinho. Não sou pessimista, acredito no futuro. Mas ainda há insegurança e crueldade por toda a parte.

 

Maiores predadores

Fala-se em Paz. Contudo, mensagem de expressivo sentido encontra-se na Primeira Epístola do Apóstolo Paulo aos Tessalonicenses, 5:3: “Quando andarem dizendo: ‘Paz, segurança!’, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vem a dor do parto àquela que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão”.

Não estejamos nós contribuindo para a concretização desse quadro, incluído o fato de que pela nossa ação diária somos os maiores predadores do nosso lar coletivo, a Terra, e nisso se concentra o pior perigo. Temos de interromper o emporcalhamento (Isaías, 24:1, 5 e 6) do que nos cerca e, por consequência, parar de destruir vidas. Uma sugestão aos que não têm medo de pensar: leiam, por favor, os fraternos alertamentos do Evangelho e do Apocalipse do Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, sobre a transição dos tempos, até mesmo “a Grande Tribulação, como nunca houve, desde a fundação do mundo, nem jamais se repetirá”, de acordo com a Sua advertência no Evangelho, segundo Mateus, 24:3 a 28; Marcos, 13:3 a 23; e Lucas, 21:7 a 24.

 

Amor e repreensão

As anomalias climáticas são justamente grave anúncio sobre a realidade das admoestações do Professor Celeste no Novo Testamento da Bíblia Santa. (...) Ora, quem adverte ama. Razão por que Jesus, na Carta à Igreja em Laodiceia, declara: “Aqueles a quem amo, repreendo e castigo” (Apocalipse, 3:19).

Diante disso, o Livro das Profecias Finais pode ser entendido como carinhosa e preocupada admoestação, por conseguinte, um recado do Amor de Deus às Suas criaturas. Perseveremos nos sublimes ensinamentos do Pai Celestial, os quais nos fortalecem para enfrentar com bravura tempos de grande provação, fundamentando nossas esperanças no Divino Criador, que nunca nos abandona. Lembremos sempre a assertiva do saudoso fundador da Legião da Boa Vontade, Alziro Zarur (1914-1979): “Não há segurança fora de Deus”.

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

 

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

                                         Ciência, tecnologia e diferencial feminino

Paiva Netto

 

Em minha coluna no Jornal de Brasília, da capital federal do Brasil, datada de 3 de março de 2015, escrevi que não é surpresa o fato de a internet se ter transformado em ferramenta imprescindível em nossa rotina. Ao ser acessada, vêm abaixo fronteiras antes intransponíveis à maioria da população. Entretanto, tenho frequentemente asseverado  também para o bom uso do meio cibernético  que Educação é poder. Sem o devido ensino, aliado aos valores da Espiritualidade Ecumênica, o manuseio desse influente recurso pode ser desastroso. Por isso, urge intensificar eficientes práticas de orientação, desde a infância, a fim de que esse progresso extraordinário não se volte contra os próprios usuários e não seja, por consequência, em detrimento da comunidade inteira.

 

Defesa da Mulher

A ilustre educadora, jornalista, poetisa e filantropa brasileira Anália Franco (1853-1919), forte defensora do direito à educação das mulheres e meninas, certa vez, declarou:

 

— É uma necessidade da sociedade recuperar com vantagem o benefício que a humanidade perdeu. Temos muita fé nos esforços da mente humana em prol da educação da mocidade, único meio para a regeneração futura. Não é só desbastando as inteligências que se reformarão as gerações; é preciso penetrar no sentimento e fortificar o coração.

 

Aliás, Anália Franco rompeu barreiras, valendo-se do espírito associativo, para proporcionar abrigo, instrução e acesso ao trabalho digno aos deserdados da sorte. Instituiu uma importante rede de proteção à mulher e a órfãos. Na defesa da mulher, protagonizou, com O Álbum das Meninas — revista literária e educativa lançada por ela, em 30 de abril de 1898 —, a difusão de ideias de liberdade e de igualdade de gênero, de ingresso da mulher nos ensinos básico e profissional e de sua consequente participação efetiva no mercado de trabalho, de seu destacado papel como guardiã e gestora da educação das novas gerações, além do conceito de empoderamento feminino para a necessária mudança na sociedade de seu tempo.

Madame Curie (1867-1934), notável cientista polonesa, primeira mulher a receber o Prêmio Nobel e única personalidade a conquistá-lo em áreas científicas diferentes (Nobel de Física de 1903 e de Química de 1911), foi reconhecida não só pelos esforços e sacrifícios incontáveis em favor do progresso científico, na pioneira pesquisa sobre radioatividade, que lhe custou a própria vida. Quando de seu falecimento, o jornal The New York Times denominou-a “mártir da Ciência” que “contribuiu mais para o bem-estar da humanidade”. O Nobel de Física de 1923, Robert Millikan (1868-1953), à época presidente do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech, na sigla em inglês), em nota acrescentou:

 

— Apesar de constantemente absorvida pelo seu trabalho científico, ela devotou muito do seu tempo à causa da Paz.

 

Essa brilhante mulher, de cujas descobertas surgiram significativas tecnologias para o campo da Medicina, do alto de sua perseverança e espírito humanitário concluiu:

 

— Jamais devemos sonhar em construir um mundo melhor sem o aperfeiçoamento dos indivíduos. Para esse fim, cada um de nós precisa trabalhar pelo próprio progresso e, ao mesmo tempo, compartilhar a responsabilidade geral por toda a humanidade. 

 

Calar as sinistras vozes das armas

Com a força educativa das mulheres e das mães, utilizemos os recursos tecnológicos disponíveis e os que serão ainda criados pela audácia humana para persistir trabalhando no caminho da Paz e da Justiça.

Em Reflexões da Alma (2003), afirmei que, se não desistirmos de lutar pelo Bem, haverá um dia em que as armas terão, por fim, suas sinistras vozes caladas. Neste milênio, que considero o das mulheres, mesmo que demore, os seres humanos entenderão que a essência do poder não se encontra egoisticamente neles próprios, mas, sim, no espírito de Solidariedade, que a todos deve irmanar. Resta muito a ser feito. As futuras gerações esperam de nós atitudes mais ousadas. Se é difícil essa empreitada, comecemos ontem!

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

                                                                                   paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

                                                         Caridade na ONU

Paiva Netto

 

Em 2013, a Organização das Nações Unidas instituiu em seu rol de datas celebrativas o 5 de setembro como o Dia Internacional da Caridade.

A ONU afirma que a Caridade pode contribuir na promoção do diálogo entre pessoas de diferentes civilizações, culturas e religiões, assim como a solidariedade e a compreensão mútua. E reconhece os esforços das organizações caritativas e de particulares nesse propósito.

 

A Caridade sustenta a vida humana

É um tema muito presente em meus artigos, pois considero ser imprescindível à nossa sobrevivência. Aproveito o ensejo para lhes adiantar pequeno trecho de O Capital de Deus, livro que estou preparando, com muito cuidado, no qual apresento algumas das palestras que proferi, a partir da década de 1960:

Meditemos sobre esta passagem do Apóstolo João, na sua Primeira Epístola, 4:20: “Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê”.

Caridade, criação de Deus, é o sentimento que mantém o ser vivo nas horas de tormenta de sua existência. Se você me disser que não precisa de Amor, está equivocado, ou equivocada, enfermo, ou enferma... Em resumo, trata-se simplesmente disto: Amor, sinônimo de Caridade, de que tanto carece a sociedade míope, obumbrada pela cultura insidiosa, mantida por aqueles que provocaram, para os povos, as desgraças todas que ensanguentam a História e que nos põem em perigo constante. Até quando?

A Caridade sustenta a vida humana. O jornalista Francisco de Assis Periotto, ao ouvir essas minhas palavras, completou-as assim: "no pão e na decência".

 

Elevado espírito social

O avanço tecnológico tem derrubado muitas fronteiras e feito algumas desabar sobre outras. Entre elas, econômicas e sociais. Contudo, a globalização não vai impedir a diversidade. Porquanto, se mundializa, dá também expressão ao regionalismo. De várias formas, todo mundo influencia todo mundo. No entanto, barreiras, em diversas partes do planeta, ainda tornam cada vez mais distantes ricos de pobres. Isso pode resultar em consequências profundas, em amplitude internacional, a exemplo do fim do Império Romano. Entretanto, desta vez, tais transformações poderão provocar providências inusitadas até em corações de pedra, antes contrários ao pragmático espírito de Caridade, que serão levados a pensar que existem algumas coisas vitais, até mesmo para eles, como... a compaixão. (...) Caridade não é pífio sentimentalismo, a que alguns gostariam de reduzi-la. Acertou, pois, quando escreveu o grande Joaquim Nabuco (1849-1910): "À luta pela vida, que é a Lei da Natureza, a religião opõe a Caridade, que é a luta pela vida alheia".

Não seria essa a função de um verdadeiro político? O que seria mais importante para o fortalecimento das comunidades do que esse elevado espírito social?

É possível igualmente esperarmos do alto significado da Caridade, na atitude diária, o completo caminho da verdadeira independência de nossa Pátria.

Caridade é assunto sério.

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

                                                                                          paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

 

Resgate da cidadania

Paiva Netto

 

Originário da campanha permanente da Legião da Boa Vontade contra a fome e pela cidadania — lançada pelo saudoso fundador da LBV, Alziro Zarur (1914-1979), no fim da década de 1940, com a popular “Sopa dos Pobres” —, o programa socioeducativo Ronda da Caridade da LBV, lançado em 1o de setembro de 1962, completa mais um ano de atuação.

Tive o privilégio de participar da Ronda inaugural, em 1o/9/1962, no Rio de Janeiro/RJ. Guardo, até os dias de hoje, aquele espírito do começo, perseverando e tendo a honra de ver multiplicada esta equipe que, diuturnamente, levanta das calçadas brasileiros iguais a nós. Lembro-me de que nessa ocasião completava-se o 23o ano do início da Segunda Guerra Mundial, quando Hitler (1889-1945) invadiu a Polônia. Com a Ronda da LBV, se fez e se faz o contrário: proclama-se a “guerra” contra o desamparo, a deseducação e a miséria.

Com o passar do tempo, aprimoramos a iniciativa, adequando-a aos parâmetros da Política Nacional de Assistência Social (PNAS). Hoje, as ações desenvolvidas com as famílias visam à aquisição do conhecimento de seus deveres e direitos, à percepção de oportunidades e à melhoria das práticas comunitárias, com vista a aumentar a qualidade de vida das gentes por meio de palestras educativas, entrega de refeições e/ou alimentos não perecíveis e oficinas de incentivo à busca de novos conhecimentos, de forma que as pessoas atendidas possam exercer efetivamente a cidadania plena. São realizadas, também, atividades lúdicas que estimulam boas atitudes e o relacionamento dentro do grupo, sem esquecer a prece no lar, que traz o conforto espiritual tão necessário nos momentos difíceis.

Minha homenagem a todos os voluntários da Equipe Legionária Altruística e Ecumênica, que se dedica a amenizar o sofrimento alheio, de modo que vivamos um mundo melhor.

 

Super RBV

Coincidentemente, em 1992, num 1o/9, iniciei a programação 24 horas da Super Rede Boa Vontade de Rádio, no Brasil, no exterior e também pela internet. Por sinal, o surgimento da LBV deu-se a partir do famoso Hora da Boa Vontade, que Zarur estreou na Rádio Globo, do Rio de Janeiro, a 4 de março de 1949. 

Ao longo desses anos, a Super RBV caracterizou-se pelo pioneirismo de veicular uma prece, de hora em hora, no Momento Ecumênico de Oração. Com uma grade diversificada (Espiritualidade, esporte, cultura, jornalismo e utilidade pública), a maior audiência fica por conta da mensagem do Evangelho-Apocalipse de Jesus, explicado em Espírito e Verdade, à luz do Mandamento Novo do Cristo Ecumênico, o Divino Estadista: “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos” (João, 13:34 e 35).

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com