quarta-feira, 23 de outubro de 2019


Templo do Ecumenismo Divino

Paiva Netto

Vem o tempo em que todos compreenderemos a importância da prática de um frutuoso e fraterno inter-relacionamento espiritual, social, religioso, político, científico, filosófico, esportivo etc. É uma questão de estratégia de sobrevivência, que tem na Economia da Solidariedade Espiritual e Humana indispensável alicerce. Insisto nesse caminho desde a década de 1980, quando defendi essa tese na Folha de S. Paulo. É solução compatível com a Humanidade que precisa ter humanidade com ela mesma.
Para sairmos vitoriosos, considero muito útil ouvirmos, em nossas Almas, a Inspiração de Deus ou — para os que ainda não descobriram o Pai Celestial — dar atenção ao bom senso da Paz. Aliás, de forma instintiva, as criaturas sempre procuram como parâmetro uma Experiência Superior.
Visando atender igualmente a esse anseio, fundei em Brasília, no dia 21/10/1989, o Templo da Boa Vontade (TBV). Nas Sagradas Diretrizes Espirituais da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo (1987), destaquei Quatro Pilares que regem nossas ações: Ecumenismo Irrestrito, Ecumenismo Total, Ecumenismo dos Corações e Ecumenismo Divino.
Apresento hoje a vocês o que fundamenta o TBV na sua expressão de Templo do Ecumenismo Divino. Trata-se do contato socioespiritual entre a criatura e seu Criador. (...) Portanto, falo da universalização do ser humano que se integra na sua origem divina, tornando-se o Homem-Vertical, quer dizer, o Homem-Espiritual, ou mais: o Homem-Espírito. É o fim do império da matéria, pela pura e simples compreensão de que ela não existe (porquanto o próprio átomo é cheio de espaços vagos). Daí eu já ter afirmado que matéria também é Espírito.

Aparecida Liberato
Em visita ao Conjunto Educacional Boa Vontade, em São Paulo/SP, nossa amiga Aparecida Liberato, numeróloga e escritora, comentou sobre sua visita ao Templo da Paz e seus 25 anos, à época, celebrávamos o Jubileu de Prata da Pirâmide das Almas Benditas, dos Espíritos Luminosos: “Foi dos momentos mais incríveis que passei. Um Templo que tem toda uma história e uma ligação com números. É um lugar que recebe a todos. Lembro-me de que estava fazendo o caminho da Espiral e o quanto consegui retroceder no meu passado e pensar em mim mesma, me destituir de tudo que não era bom para mim. Quando terminei, estava tão leve e inspirada! Meus parabéns para o TBV, para o Paiva Netto e para essa gente maravilhosa que está no mundo inteiro e que comunga nesse valor de fraternidade!”
Faça também a sua peregrinação ao Templo da Boa Vontade! Ele está situado na Quadra 915 Sul, em Brasília/DF, Brasil.

                                               José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com 

segunda-feira, 21 de outubro de 2019


Templo da Paz e Dia das Nações Unidas
Paiva Netto

Nos festejos de mais um aniversário do Templo da Boa Vontade, que fundei em 1989, recordo que em outubro de 2009, em Brasília/DF, prestamos tributo à Organização das Nações Unidas (ONU), que, naquela data, completava 64 anos de existência. Aliás, o sentimento que pautou a decisão da comunidade internacional de criá-la, em 1945, é o mesmo do TBV: o desejo de Paz.

Breve histórico
Após as atrocidades da Segunda Grande Guerra, que dizimou e mutilou, física e psiquicamente, milhões de pessoas, lideranças mundiais procuravam mecanismos que pudessem assegurar a Paz entre os povos. De 25 de abril a 26 de junho de 1945, na cidade de São Francisco/EUA, foi elaborada — pelos representantes de 50 países na conferência sobre Organização Internacional — a Carta das Nações Unidas. Por sinal, o termo Nações Unidas foi idealizado pelo presidente norte-americano Franklin Roosevelt (1882-1945). A base do documento nasceu de propostas de delegações da China, dos Estados Unidos, do Reino Unido, da antiga União Soviética e da França. Em 24 de outubro de 1945, passa a existir oficialmente a ONU. Imaginemos quantos e que tipos de discussões reservadas para chegarem a um consenso, inclusive nos campos devocionais e laicos — que o diga dona Eleanor Roosevelt (1884-1962) —, ocorreram nos bastidores. Por mais bem informados que estejamos hoje, não temos plena consciência de tudo o que se deu. Se o acordo se formalizou, àquela época — depois do desestimulante fracasso da Liga das Nações, que tanto fez penar Woodrow Wilson (1856-1924), após a Primeira Guerra —, por que as novas providências, auguradas por tantas nações, que agora se projetam internacionalmente, cenário em que o Brasil se destaca, não serão concretizadas? O mundo, sem apelação, segue adiante; às vezes, todavia, momentaneamente, move-se para trás. Parado é que não fica.

A Paz não é utopia
Em contribuição ao tema, trago-lhes improviso meu que a Academia Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, em parte publicou na obra A Proclamação do Novo Mandamento de Jesus — A saga heroica de Alziro Zarur (1914-1979) na Terra, que, em 24 de outubro de 2009, lançamos nas superlotadas dependências do TBV.
(...) Existem aqueles que acham, como se fora fatalismo, por eles atribuído em censura aos místicos, que a guerra é indissociável do ser humano, sem que haja outra possibilidade de progresso rápido. Naturalmente, estão equivocados. Talvez lhes falte ainda a resolução de contrapor-se a qualquer obstáculo e pugnar sem receios por tempos de fato mais pacíficos. Isso requer dose decisiva de ânimo: ir contra aquilo que certos “costumes milenares” ruinosos “decidiram” ser o caminho inarredável dos povos. Mas há muitos que possuem esse destemor. Sérgio Vieira de Mello (1948-2003) foi um deles. Não afirmo que o instinto assassino vá desaparecer de uma hora para outra da face do planeta. Somente não aceito modelos fatalistas, capitulados como realismo irremovível. Digamos, porém, para argumentar, que, se a guerra viesse, teríamos de enfrentá-la com a disposição necessária. Entretanto, um dia, a Fraternidade e a Justiça mudarão para melhor o destino acidentado dos seres humanos, das famílias, das pátrias. Quando a criatura se purifica, tudo se transforma à sua volta.
Fora dessa postura solidária, transmitida por uma das maiores figuras que passaram por este orbe, torna-se mais difícil usufruir a Paz desarmada, custe o período que for preciso para alcançá-la.

Recado Divino
Enfatizo, então, ao término, recado divino de um Senhor sempre preocupado com ela: “Minha Paz vos deixo, minha Paz vos dou. Eu não vos dou a paz do mundo. Eu vos dou a Paz de Deus, que o mundo não vos pode dar. Não se turbe o vosso coração nem se arreceie. Porque Eu estarei convosco, todos os dias, até o fim do mundo!” (Evangelho de Jesus, segundo João, 14:27 e 1; e Mateus, 28:20).

                                                                      José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com 

sábado, 19 de outubro de 2019


Saúde ocular
A falta de informação e de exames preventivos leva a maioria das pessoas a procurar auxílio apenas quando a doença se encontra em estágio avançado.

Paiva Netto

Ainda hoje, em pleno terceiro milênio, ouve-se nos consultórios médicos que a falta de informação e de exames preventivos leva a maioria das pessoas a procurar auxílio apenas quando a doença se encontra em estágio avançado.
Diante dessa realidade, vi-me no dever de utilizar este espaço para também trazer à população esclarecimentos de especialistas das mais variadas áreas de saúde.
Assisti, no programa Viver é Melhor, na Boa Vontade TV (Oi TV — canal 212 — e Net Brasil/Claro TV — canal 196), ao valioso bate-papo da jornalista Angélica Beck com o dr. Jorge Mitre, oftalmologista e diretor do Hospital de Olhos de São Paulo.
Destaco, a seguir, alguns trechos dessa entrevista:

Boa Vontade TV“A questão da saúde dos olhos é algo que as pessoas costumam deixar para cuidar só quando algo incomoda mais seriamente?”.
Dr. Mitre“Só vamos tratar de nossa saúde quando já estamos com algum problema. Isso é um erro grave. O olho é o órgão que mais fornece, por toda a vida, informações para o ser humano. A criança, por exemplo, não sabe dizer se está enxergando bem ou não. Portanto, quando começar a frequentar a escola, necessitará fazer uma avaliação dos olhos. Talvez ela tenha uma vista boa e a outra ruim e a mãe não saiba. E se tiver doenças prévias na família? Daí a criança já terá de ser monitorada para se avaliar se ela está com boa visão”.

Boa Vontade TV“A partir de que idade a criança deve ser examinada?”
Dr. Mitre“Aos 4 ou 5 anos já é uma boa idade, é óbvio, se ela não apresentar nenhum distúrbio antes disso. Por exemplo, um estrabismo, um olho com a pupila branca ou alteração que a mãe ou o pai notem, deve-se procurar imediatamente um oftalmologista”.

Boa Vontade TV“Um bebê pode desenvolver já nos primeiros meses de vida uma patologia?”
Dr. Mitre“Algumas doenças são próprias da infância. Por exemplo, o globo ocular vai se formar totalmente por volta do sexto mês de vida intrauterina. Uma criança que nasça com 6 meses tem grande possibilidade de tê-las extremamente graves na retina, porque o sistema vascular do olho não foi totalmente completado. Então, ao sair do útero materno, a colocamos numa incubadora sob alta concentração de oxigênio. A retina sente esse oxigênio muito alto e pode descolar. Com isso, a criança corre o risco de perder a visão. Portanto, ela tem de ser examinada dentro da incubadora pelo oftalmologista e tratada antes que saia, senão será tarde demais.

Boa Vontade TV“Os olhos também podem refletir outras alterações no organismo apontando o surgimento de alguma patologia?”
Dr. Mitre“O olho é o único órgão em que você consegue ver as artérias e as veias ao vivo. As do cérebro, do estômago, do fígado, do pulmão, você não as vê. Vamos supor que a pessoa tenha pressão arterial alta. O organismo dispõe de mecanismos de defesa para diminuir a pressão sanguínea. Os vasos se contraem e se fecham para diminuir o fluxo de sangue, a fim de proteger o coração que está bombeando muito forte. Ao realizar o exame de fundo de olho, podemos perceber esse problema. Outro exemplo é a artrite reumatoide que, também, dá reflexo na visão. O diabetes é outra doença extremamente traiçoeira, que atinge demais as vistas. Depois da catarata, da degeneração de mácula, o diabetes, na população ativa dos 20 aos 50 anos, é o que mais leva à cegueira nos países desenvolvidos. Todo mundo tem um parente ou um amigo diabético cego. Há muita gente perdendo a visão e não está fazendo nada contra isso. (...) Tenho obrigação de alertar o povo do perigo do diabetes. Você que come açúcar, tem excesso de peso e acha que não está acontecendo nada com seu organismo, saiba que está aos poucos perdendo a visão. Na hora em que procurar o oftalmologista, já será tarde demais. Para ilustrar, imagine um cano d’água que passa dentro das paredes da sua casa, se ele tiver um furinho vai provocar umidade, pois é uma área de vazamento. É isso que o diabetes produz dentro do olho. Ele vai produzindo furos nos vasos. O sangue, no lugar de caminhar dentro de um tubo, começa a sair antes da hora, criando micro-hemorragias que podemos identificar no exame de fundo do olho. Depois de algum tempo, isso leva à cegueira. O tratamento exige raio laser ou aplicação de drogas dentro do olho para tentar preservá-lo (...)”.

Boa Vontade TV“É, portanto, fundamental controlar a glicose...”.
Dr. Mitre“O controle é importante, contudo, mesmo assim, o diabético não está totalmente imune de perder a visão. Depois de oito a dez anos já começa a apresentar lesões, mesmo que haja controle. Se não cuidar, em três, quatro anos, poderá estar cego, principalmente com o diabetes do tipo 1, que é o de jovem, aquele que tem 18, 19 anos. Você que é garoto se cuide, sua glicemia tem de estar 90, 100 todo dia”.
Eis aí a nossa contribuição para que tenhamos um cuidado maior com a saúde do corpo.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com