terça-feira, 13 de julho de 2021

 

Vivência do Bem

 

Paiva Netto

 

O júbilo da Vida é aquele que lha damos. Logo, se ela for altamente desafiadora, não significa que não venha a se tornar rica em realizações e plena de felicidade. Tem de ser vivida em magnitude, pois há sempre ocasião de se vivenciar o Bem. E, quando sentimos Deus, que é Amor elevado à enésima potência, a Vida alcança o ritmo e a extensão da Eternidade. Quer dizer, o Espaço-Tempo, a integração no Dia do Senhor, conforme lemos no Apocalipse, 1:10: “Achei-me em Espírito, no Dia do Senhor (...)”.

E por que é necessária a nossa integração no Dia do Senhor? Justamente porque ele singulariza o estado espiritual-psíquico de conformidade com o Espaço-Tempo de Deus. Então, nós mesmos seremos Espaço-Tempo Divinos, ou seja, a própria Profecia, que é Deus em nós, “o testemunho de Jesus”, como está grafado no último livro da Bíblia Sagrada, 19:10: “(...) o testemunho de Jesus, o Cristo, é o espírito de Profecia”.

Integrados, pois, nesse Sacrossanto Conteúdo, nos tornaremos os reais condutores de nossos destinos; construtores, hoje, de dias mais felizes, no porvir.

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com 

segunda-feira, 12 de julho de 2021

 

Uso responsável do livre-arbítrio

Paiva Netto

 

O ato de pensar é incentivado por Deus, de forma que cada um receba, com Amor Fraterno e Justiça, de acordo com as suas próprias obras, por intermédio das vidas sucessivas. É por isso que Ele, quando nos privilegiou com o livre-arbítrio, igualmente nos instruiu com o sentido de responsabilidade, do qual, para nosso bem, não podemos abrir mão. Pensar é fundamental, amar é divino. Escreveu Salomão, sábio rei de Israel, em Provérbios, 1:7: “O respeito ao Senhor é o princípio do saber, mas os loucos desprezam a sabedoria e o ensino”.

Outro raciocínio que merece apreço: Reencarnação não é vingança odiosa de Deus, que é Amor; porém, sublime oportunidade que Ele nos concede para a remissão de nossas Almas. Significa, portanto, tranquilidade para a consciência que anseia libertar-se por força da Caridade Divina.

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com 

 

domingo, 11 de julho de 2021

 

Supremo poder da Alma

Paiva Netto

Caridade é a comprovação do supremo poder da Alma ao construir épocas melhores de vida (espiritual e material) para os países e seus povos, os Cidadãos do Espírito. Não há maior inspiração para a boa política do que ela, seguida pela Justiça aliada ao Bem. Absurdo?! O tempo mostrará que não. Aliás, já está manifestando isso ao vislumbrar a aurora da Política de Deus — a Política para o Espírito Eterno do ser humano. Resta as multidões aprender em definitivo a enxergar essa realidade e desenvolver o sentido de Compaixão. Assim, com o passar das eras, o mundo abandonará a doença que, pelos milênios, lhe tem feito tanto mal: a pouca atenção que dá a força do Amor Fraterno, “princípio básico do Ser, fator gerador de vida, que está em toda parte e é tudo”.

O polímata persa Avicena (aprox. 980-1037) — como também é conhecido o velho Ibn Sina, um dos brilhantes pensadores da Era de Ouro do Islã — percebeu que todas as coisas têm origem nesse Sentimento Universal, conforme explicitou em seu Tratado sobre o Amor:

 

Todo ser ama o Bem Absoluto com um amor inato, e o Bem Absoluto se manifesta a todos aqueles que O amam. No entanto, a capacidade de receber esta manifestação difere em grau, assim como a conexão que se tem com Ele. (...)

Caso pudesse ocorrer de o Bem Absoluto não ter Se manifestado, nada poderia ser adquirido Dele, e se nada pudesse ser obtido Dele, nada poderia existir. Portanto, nada pode haver se Sua manifestação não estiver presente, uma vez que Ele é a causa de toda a existência.

 

Sobre o sublime ato de se doar ao próximo e suas consequências sociais, assim se expressou o pensador político francês Alexis de Tocqueville (1805-1859):

 

A caridade dos indivíduos se dedica às maiores misérias, procura o infortúnio sem publicidade e, de maneira silenciosa e espontânea, repara os males. (...) Pode produzir somente resultados benéficos. (...) Alivia muitas misérias, sem produzir nenhuma.

 

Essas palavras do autor de A democracia na América nos remetem ao milenar estatuto deixado por Jesus, o Provedor Celeste, a todos os Cidadãos do Espírito:

 

2 Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nos templos e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade, em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.

3 Quando deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a direita.

(Evangelho, segundo Mateus, 6:2 e 3)

 

Quando o ser humano verdadeiramente ama, estabelece uma sintonia perfeita com as Leis de Amor e Justiça legadas ao mundo pelo Pai Celestial. A criatura retorna ao seio do Seu Criador. Pode-se transitar pelos séculos, mas essa glória indescritível do Ecumenismo Divino, que é o contato socioespiritual entre nós e Deus, um dia, se realizará.

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com 

sábado, 10 de julho de 2021

 

Reforma efetiva

Paiva Netto

 

Desumanidade gera desumanidade. Aí está, em resumo, a explicação do estado atual do planeta. Porém, com a riqueza de nosso Espírito, podemos edificar um amanhã mais apreciável. Entretanto, nenhuma reforma será duradoura se não houver o sentido de Caridade, o respeito ao ser humano e o bom comando das gentes atuando na Alma. Para que isso realmente ocorra, é necessário que estejamos integrados em Deus, que é Amor (Primeira Epístola de João, 4:16), portanto, Caridade. E foi justamente o Discípulo Amado que nos advertiu em sua Primeira Epístola, 3:17 e 18:

 

— Se alguém tiver recursos materiais e, vendo seu irmão em necessidade, não se compadecer dele, como pode permanecer nele o Amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade.

 

Sem essa providência e perseverança nela, como preconiza Jesus, possivelmente nem saberíamos por onde começar a consertar o que, ao longo dos milênios, temos danificado. A integração verdadeira em Deus e em Sua Lei, expressa pelo Divino Mestre no Seu Novo Mandamento — “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos” (Evangelho, segundo João, 13:34 e 35) —, é a reforma efetiva que falta ter início.

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com 

sexta-feira, 9 de julho de 2021

 

O lábaro do Terceiro Milênio da Esperança

 

Paiva Netto

 

Compartilho com todos vocês, prezados leitores, trecho da próxima edição de meu livro Jesus, o Libertador Divino:

O Ideal da Boa Vontade sempre sobreviverá, porque tem o seu corpo místico iluminado por uma inegável natureza realista que desce de Deus, tal qual a Nova Jerusalém, visto que incorpora em si mesmo Novo Céu e Nova Terra (Apocalipse de Jesus, 21:1 a 4).

 

O NOVO CÉU E A NOVA TERRA

1 E vi Novo Céu e Nova Terra, porque o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.

2 Eu, João, vi também a Cidade Santa, a Nova Jerusalém, que da parte de Deus descia do céu, vestida como noiva adornada para o seu esposo.

3 Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão Seu povo, e o próprio Deus, no meio deles, será o seu Deus.

4 E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, não haverá mais morte, não haverá mais luto, não haverá mais pranto, nem gritos, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.

 

Jesus, o Supremo Governante da Nova Jerusalém, é a certeza imortal de dias melhores, mais solidários. Em Suas mãos potentes tremula o lábaro do Terceiro Milênio da Esperança.

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

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quinta-feira, 8 de julho de 2021

 

Necessidades e princípios

Paiva Netto

 

O ser humano parece, nestes tempos, perder a sua identidade — desculpem a redundância — humana. Com isso, corre o risco, pelo menos para argumentar, de reverter ao estado mais primitivo. Portanto, estabelecer o senso de equilíbrio entre as necessidades do cotidiano e os princípios da ética, em Espírito e Verdade, à luz do Novo Mandamento do Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, é fator basilar da vida em sociedade e alicerce ético do Cidadão do Espírito.

 

Uma palavra de Paz

Ensinou Jesus: “Novo Mandamento vos dou: Amai-vos como Eu vos amei. (...) Não há maior Amor do que doar a sua própria Vida pelos seus amigos.” (Evangelho, segundo João, 13:34 e 15:13).

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

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quarta-feira, 7 de julho de 2021

 

Não desistir daqueles que amamos

 

Paiva Netto

 

Considero este um dos mais comoventes versículos do Santo Evangelho de Jesus acerca da Caridade de Deus para conosco:

 

A Missão do Filho de Deus

(Boa Nova do Cristo, segundo João, 3:16)

 

“De tal maneira amou Deus ao mundo, que lhe deu o Seu Filho Unigênito, para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a Vida Eterna.”

 

E o Bom Pastor jamais prescinde de nos acolher e zelosamente guiar para o soerguimento pessoal. Essa é uma das profundas lições evangélicas — portanto, da Cidadania Espiritual — que guardei em todas essas décadas nas lides das Instituições da Boa Vontade. Em Jesus, a Dor e a origem de Sua Autoridade — O Poder do Cristo em nós (2014), anotei:

 

Não se deve desistir das pessoas que se ama; mesmo as que, por um motivo ou outro, se deixe de amar ou que nunca se amou. Na verdade, não se pode em hipótese alguma desamparar a criatura humana, porque no fundo formamos a Imensa Família de Deus. Aprendamos com Jesus: Ele é o Grande Amigo que não abandona amigo no meio do caminho. O Pastor Zeloso vai buscar a ovelha perdida onde quer que se encontre.

 

A Parábola da Ovelha Perdida

(Evangelho de Jesus, segundo Lucas, 15:4 a 7)

 

“4 Qual, dentre vós, é o homem que, tendo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa [em segurança] no deserto as noventa e nove e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la?

“5 Achando-a, põe-na sobre os ombros, cheio de júbilo.

“6 E, indo para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida.

“7 Digo-vos Eu que, assim, haverá maior júbilo no Céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.”

 

É fundamental, em nosso dia a dia, refletirmos sobre esses ensinamentos salvíficos. Jesus jamais desampara quem quer que seja!

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com 

terça-feira, 6 de julho de 2021

 Muro de Gerês

Paiva Netto

 

Estive várias vezes em Portugal, por força de minhas funções. País lindo, de gente acolhedora. Terra da nostálgica Amália Rodrigues (1920-1999), que Foi Deus quem levou, faz pouco tempo. Sempre gostei de ouvi-la cantando esse fado, ao som de guitarras afinadíssimas e chorosas. Por sinal, contam que não queria gravá-lo. Entretanto, reconsiderou, e seu sucesso foi imenso. Sorte para Amália! Isso me lembra outra história, a de que alguns artistas famosos de Hollywood se negaram a interpretar o papel principal de nada mais nada menos que Casablanca. Sorte para Humphrey Bogart!

Certa vez, a caminho de Braga, deliciando-me com a paisagem da Serra do Gerês, pude observar a sequência de muros de pedra, o que é comum na região. Uns eram pomposos, outros mais singelos. Até que surgiu aquele, gracioso, bem na curva, mas que, de tão pequeno, quase não podia ser visto. Estava lá, contudo, firme, cumprindo a sua função de não permitir que, num estreito espaço não preenchido, alguém distraidamente, talvez mesmo uma criança ou um idoso, caísse no precipício profundo. E quis, então, prestar-lhe uma homenagem, como a uma pessoa humilde, desconhecida na sua modéstia, que nem por isso deixa de, por Amor, cumprir o seu dever.

 

A um Muro Antigo

Na estrada de Gerês/para Braga,/existem muitos muros velhos.../Mas há um/antigo,/especialmente antigo, /bem na curva, /que à alma afaga... /Antigo como o Amor/e como as dores... /Tão pequeno... /mas nos faz sorrir/aos favores/de nos abrir, /à alma triste, /um prazer amplo, /de descobrir, /no seio do campo, /a beleza divinal das flores. /Enquanto outros/— grandes!... — /não têm a expressão/com que, /na sua pequenez, /fala ao coração. /Sim; /porque, se este/não é o maior dos órgãos/do corpo, /tudo sente/e tudo vê, /porque tudo vê/e tudo sente... /Eis seu escopo. /Oh! Muro pequeno, /pequeno Muro, /tão carregado de Vida! /Vida! /Vida! /como a hera/que cobre os teus lados, /feitos de pedra amolecida/e humanizada pelos anos, /muitos anos... /Ah! Muro antigo! /de pedra antiga... /A quantas histórias assististe!... /E do muito que ouviste, /conta-me um pouco. /E tas escutarei, /não de ouvido mouco, /de tantos viajantes, /que por aqui passam, /e não te veem... /Pois loucos laços/lhes turbam a mente... /E que oportunidade/perdem, /pois não te sentem/o canto dos séculos/acerantes. /Sim, porque a roda/roda... /E o que foi, /retorna adiante... /E, talvez, /Muro antigo, /antigo Muro, /os que são cegos/para não ver-te, /e surdos/para não ouvir-te, /tenham aprendido, /finalmente, /que, /para escutar/o lamento ou o cantar/da própria pedra, /é tão preciso, /morta a regra, /amar todos os amores/do Amor Divino...

 

Qual o recado do pequenino Muro de Gerês?

 

Este: em que é menor que um rei aquele que não foge à sua responsabilidade? Merece de todos nós o apoio e a distinção por persistir, com a sua honra, em viver a sua dignidade. A elite de um país é o seu povo.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

                                                                                       paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

segunda-feira, 5 de julho de 2021

 

Jesus, o verdadeiro Libertador e a Esperança Divina

 

Paiva Netto

 

“Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.”

(II Paulo aos Coríntios, 3:17)

 

Liberdade e Esperança são dois valores dos quais a criatura humana não pode abrir mão. Deve, contudo, saber honrar o primeiro para ser merecedora permanente das dádivas do segundo.

O grande poeta e veterano Legionário da Boa Vontade de Deus dr. Mario Bogéa Nogueira da Cruz (1925-2012), de São Luís do Maranhão, a Atenas brasileira, declarou: “Ter liberdade é viver a Lei de Deus”.

O vate estava certíssimo, porque a Liberdade Divina não é coercitiva, porquanto nasce do Espírito esclarecido do ser humano. Sem Amor (que é Deus) e Verdade (que é a Sua Palavra), não haverá autonomia real. Daí nossa Bandeira ser o Novo Mandamento de Jesus:

 

— Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos, se tiverdes o mesmo Amor uns pelos outros. (...) Não há maior Amor do que doar a própria vida pelos seus amigos. (...) Porquanto, da mesma forma como o Pai me ama, Eu também vos amo. Permanecei no meu Amor (Evangelho, segundo João, 13:34 e 35; e 15:13 e 9).

 

Já disse e repito: O Amor Fraterno é um dos mais potentes dispositivos da Justiça Divina. Trata-se da mais inteligente Política. Nossa missão é, pois, por intermédio da Mídia da Boa Vontade — a Comunicação 100% Jesus —, levantar as Almas sofredoras (porque os mortos não morrem) e os seres humanos do cativeiro da ignorância dos assuntos concernentes à Sabedoria Celeste, para elevá-los a um novo e amplíssimo sentido de emancipação. Por isso, ensinou o Cristo: “Conhecereis a Verdade [de Deus], e a Verdade [de Deus] vos libertará” (Evangelho, segundo João, 8:32).

Eis o fundamento de todo o nosso trabalho, pois, não me canso de afirmar, o governo da Terra começa no Céu.

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

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domingo, 4 de julho de 2021

 Desafiando o tabu individualista

 

Paiva Netto

 

Dentre tantos casos que ilustram a necessidade de o espírito solidário reger a economia nas civilizações, é oportuno ressaltar o brilhante trabalho da dra. Elinor Ostrom (1933-2012), única mulher até hoje a receber o Prêmio Nobel de Economia. Ela e Oliver Williamson foram laureados em 2009, ambos por pesquisas na área de governança econômica.

A saudosa professora da Universidade de Indiana, EUA, teve de vencer os preconceitos acadêmicos contra a mulher para se graduar em Ciência Política. De origem humilde, interessou-se por estudar a organização de comunidades e a gestão que fazem dos recursos comuns, a exemplo das áreas florestais e de pesca. Ela acreditava que as pessoas, por si sós, alcançariam formas racionais de sobreviver e de conviver bem. Seria possível estabelecer laços de confiança entre os indivíduos e desenvolver regras, respeitando as particularidades dos sistemas ecológicos, a fim de que houvesse cuidado e proveito coletivos dos bens disponíveis. Isso foi de encontro à teoria econômica em vigor, chamada “tragédia dos comuns”, baseada numa visão de que o ser humano, agindo apenas de forma egoísta, levaria à ruína os recursos naturais.

E as extensas pesquisas de campo que ela realizou nas florestas do Nepal, nos sistemas de irrigação da Espanha, nas vilas montanhosas da Suíça e do Japão, nas áreas de pesca da Indonésia, entre outros locais, confirmaram sua hipótese de que é possível haver convivência harmoniosa e uso responsável das condições que a Natureza oferece. Verificou-se que não se poderiam reduzir as pessoas à ganância de tão somente buscar o máximo de ganhos individuais. Porquanto, deve-se compreender que a vida é composta de propósitos mais amplos e que a ajuda mútua se apresenta como item de necessidade básica da Alma humana. Em artigo científico, de junho de 2010, a dra. Ostrom concluiu:

 

"Por quase todo o século passado, analistas de políticas públicas têm postulado que o grande objetivo dos governos é projetar instituições para forçar (ou empurrar) indivíduos completamente egoístas a alcançar melhores resultados. Extensa pesquisa empírica me leva a argumentar que, pelo contrário, o principal objetivo das políticas públicas deve ser facilitar o desenvolvimento de instituições que despertem o que há de melhor nos seres humanos. Precisamos nos perguntar como instituições policêntricas variadas ajudam ou impedem inovação, aprendizado, adaptação, integridade de caráter, níveis de cooperação dos participantes, bem como a conquista de resultados mais efetivos, equitativos e sustentáveis, em escalas múltiplas". (O destaque é meu.)

 

Nada melhor do que acreditar e investir no potencial divino dos indivíduos.

Não nos cansamos de afirmar: nascemos na Terra para viver em sociedade, Sociedade Solidária Altruística Ecumênica; portanto, fraternalmente sustentável.

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

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sábado, 3 de julho de 2021

 A Paz religiosa na vanguarda

 

Paiva Netto

 

A Paz é o que todos buscamos. Mas a verdadeira Paz nasce no coração daqueles que fazem as nações. O trabalho integrado em Deus e em Suas Leis Supremas é a única opção digna do mundo de hoje e de amanhã. Eis a razão da importância do exemplo de todos os religiosos que devem saber criar a Paz, não somente dentro de cada rebanho, mas principalmente entre eles. A Paz religiosa é a primeira a ser alcançada. Da Paz interior, gerada por uma nova postura universalista, ecumênica, portanto fraterna, é que nascerá a Paz social, a Paz institucional e a desejada Paz internacional. O Ecumenismo eleva-nos à procura de soluções globais, dentro do seu espírito de Fraternidade. A LBV é tão ecumênica que não impõe a ninguém a obrigação de aceitar o Ecumenismo Irrestrito.

O Parlamento Mundial da Fraternidade Ecumênica (o ParlaMundi da LBV) convocará à ação lúcida e de bom senso todos os seres de Boa Vontade do Brasil e do mundo, que estejam dispostos a servir à Humanidade, engajados na proposta abrangente e divinamente democrática da Política de Deus.

Não se erige uma pátria melhor e um povo mais feliz fazendo coleção de seus defeitos; todavia, corrigindo-os e catalisando os acertos dela. É verdadeiro suicídio querer compatibilizar os homens por aquilo que têm de condenável. A conciliação tem de ser feita por cima: por suas virtudes e qualidades eternas.

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

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sexta-feira, 2 de julho de 2021

 

Vá sem pressa, faça uma prece!

Paiva Netto

 

Sempre tenho chamado a atenção das pessoas para que tomem cuidado com o trânsito nas estradas e nas metrópoles.

Há muitos anos, num editorial do conceituado jornal brasileiro Folha de S.Paulo, encontrei este pensamento de Goethe (1749-1832), famoso vate e escritor alemão: “A morte é, de certa forma, uma impossibilidade que, de repente, se torna realidade”. Realmente, a maioria dos seres humanos não pensa que um dia terá de “passar desta para melhor ou para pior”, de acordo com o seu comportamento na Terra.

O grande equívoco da humanidade é viver como se depois da morte nada houvesse. Certamente, conforme nos revelam os Mentores Espirituais, um dos maiores dramas na Pátria da Verdade é a chegada de multidões livres das algemas da carne, mas completamente ignorantes do que seja o Mundo Invisível.

Mas voltemos ao editorial da Folha de S. Paulo sobre violência no trânsito, cujo conteúdo, infelizmente, ainda é atualíssimo: “(...) a frase do grande poeta alemão reflete com admirável precisão a maneira como muitos encaram a morte. E não resta dúvida de que essa visão é especialmente comum entre os jovens, cuja inexperiência aliada a um arrebatamento natural como que lhes confere um sentimento de onipotência e imortalidade. E esse sentimento, por ser extremamente enganoso, tem muitas vezes consequências terríveis. As mais notáveis e perversas se fazem ver no alto índice de envolvimento de jovens em acidentes de trânsito no mundo inteiro. Desastres do tráfego já são a principal causa de morte nessa faixa etária, fazendo mais vítimas do que a aids ou outras doenças incuráveis”.

Não adianta apenas dispor leis para os seres humanos. É preciso prepará-los para a Lei. O código de trânsito já existe. Todos sabem que têm de utilizar o cinto de segurança, diminuir a velocidade e respeitar sinais e faixas. No entanto, por que muitos não cumprem essas normas? Talvez porque não valorizem a própria existência.

A campanha Vá sem pressa, faça uma prece!, promovida pela Legião da Boa Vontade (LBV), visa à conscientização de motoristas e pedestres, para que venham a acatar as leis de trânsito por Amor à sua vida e à dos semelhantes.

Fica aqui, portanto, a nossa contribuição para o fim da violência no trânsito, de forma que a velocidade irresponsável ainda existente nas ruas se sublime em atos cada vez mais velozes de respeito a todos e de socorro às pessoas em situação de pobreza. Eis o nosso lema: Promover Desenvolvimento Social, Solidário e Sustentável, Educação e Cultura, Arte e Esporte, com Espiritualidade Ecumênica, para que haja Consciência Socioambiental, Alimentação, Segurança, Saúde e Trabalho para todos, no despertar do Cidadão Planetário.

Vá sem pressa, faça uma prece!

 

LBV — trânsito livre para a Vida

Educação e trânsito

Lamentavelmente, poucos refletem no fato de que, no Brasil, o trânsito tem feito um número maior de vítimas do que muitas guerras. Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), em média 130 pessoas morrem por dia nesses acidentes no Brasil. Boa parte desses casos não ocorreria se motoristas e pedestres fossem mais prudentes e observassem dicas simples ao conduzir um veículo ou ao atravessar uma rua. Atitudes iguais a essas evitariam o sofrimento de milhares de famílias e o prejuízo que, todos os anos, é superior a R$ 56 bilhões, segundo estimativas do Denatran, em consequência dos acidentes de trânsito nas rodovias e vias urbanas.

Por isso, é fundamental:

— não dirigir cansado, sob a influência de emoções ou sob efeito de bebidas alcoólicas e/ou de qualquer substância entorpecente;

— não trafegar acima dos limites de velocidade;

— usar obrigatoriamente o cinto de segurança;

— conhecer bem o veículo que se dirige e mantê-lo em boas condições de funcionamento;

— desenvolver uma direção defensiva, prevenindo, dessa maneira, acidentes; e

— levar as crianças até 10 anos de idade no banco traseiro do carro.

A conscientização é o primeiro passo para o fim da “guerra” nas estradas e ruas brasileiras. Para isso, é muito importante, acima de tudo, que a Boa Vontade esteja presente entre motoristas e pedestres.

Vivamos, todos nós, em paz no trânsito!

 

Prece do Motorista

Extraída da revista BOA VONTADE no 26, de agosto de 1958, a oração ficou famosa na interpretação de Alziro Zarur (1914-1979), saudoso fundador da LBV e proclamador da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, em seus programas radiofônicos.

 

“Jesus,

“quero que sejas

“a Luz dos meus olhos,

“para que eu veja sempre o caminho certo!

“O Guia dos meus braços,

“para que eu me dirija sempre para o Bem!

“A Força da minha vida,

“para que eu resista na luta diária pelo pão!

“O meu Amigo constante,

“para que eu sirva a todos com Boa Vontade!

“O Amor do meu coração,

“para que eu ame a todos como a mim mesmo!

“Que a Paz de Deus ilumine os nossos caminhos.

“E viva Jesus!”

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com